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Negócios

Executivos da indústria de TI apontam que Brasil perde oportunidades em serviços

Durante evento do Gartner, diretores das quatro maiores fabricantes discutiram as possibilidades do País em terceirização.

Por Por Vinicius Cherobino, do Computerworld

21 de agosto de 2007 - 17h17
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O Brasil está perdendo a janela de oportunidade em serviços no mundo. Pelo menos, na opinião de Rogério Oliveira, diretor-geral da IBM Brasil, que fez parte da mesa redonda com a indústria de TI, realizada durante conferência do Gartner, realizada hoje (21/08), com o objetivo de discutir as dificuldades do País em terceirização.

"A exportação de software e serviços no Brasil é um problema sério", resumiu Oliveira, destacando barreiras locais, como a legislação trabalhista e os altos impostos. "Para se ter um idéia, o custo de um funcionário na Argentina é metade do Brasil", acrescenta, lembrando: "Outros países estão se movimentando, não é só a Índia e a China. Estamos perdendo esse movimento".

O diretor-geral da Oracle Brasil, Silvio Genesini, concorda e lembra que o País está perdendo uma janela de oportunidades. "O custo com pessoal, o valor que incide na folha de pagamento, é um desafio seríssimo", definiu. Para o executivo, essa condição inviabiliza a capacidade do País em concorrer em um 'mundo plano'.

Ao citar dados da IDC, arrancando risadas da platéia, o executivo destacou o tamanho do mercado brasileiro, com US$ 17 bilhões, e o latino-americano, com US$ 42 bilhões. "No entanto, estamos gastando mais com hardware do que com software. Sinal de que se gasta mais com infra-estrutura básica do que com solução perto do usuário", defendeu.

"Para comparar, todo o mercado brasileiro de tecnologia, com US$ 17 bilhões, é equivalente ao que a Índia exporta em software", destaca Genesini.

Já Mario Anseloni, diretor-geral da HP Brasil, ressaltou a incapacidade da indústria de serviços no País em concorrer apenas com custos. "Quando custo é fator fundamental, a mão-de-obra no País é muito cara. Por isso, aqui, escolhemos apostar em oferecer soluções nas quais o preço não é tudo", disse.

Já Michel Levy, diretor-geral da subsidiária brasileira da Microsoft, destacou o crescimento interno do mercado brasileiro. Nesse sentido, comentou a mudança do poder em TI para o usuário final, apontando a combinação de software como serviço como uma maneira de atingir esses clientes. "Atuar na base da pirâmide vai ser fundamental não só para a TI, mas para o crescimento da economia brasileira como um todo", comentou.


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