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Para onde caminha a Sun?

Miguel Martinez, vice-presidente de vendas e serviços para a América Latina, comenta em entrevista exclusiva quais as diretrizes para a companhia crescer na região, além de investimentos e demissões.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

24 de agosto de 2007 - 07h05
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Todos os anos a Sun Microsystems divulga internamente, por meio de seu presidente, 11 premissas que devem ser seguidas pelos os funcionários como estratégia. No ano passado, Jonathan Schwartz colocou em primeiro lugar a diretriz "ganhar dinheiro". Neste ano fiscal, no entanto, ordem número um é "crescimento".

Não que uma diretriz esteja totalmente desvinculada da outra, aliás, ao contrário. Mas o que está se sobressaindo neste ano como prioridade absoluta para a empresa está em como articular estratégias para garantir o crescimento nas quatro áreas-chave de atuação: software, servidores, storage e serviços.

Na América Latina, o responsável por chefiar a estratégia é Miguel Martinez, vice-presidente de vendas globais e serviços para a região. Segundo ele, serviços, hoje responsável por 50% do faturamento da região - é uma das áreas que devem receber atenção especial.

“Estamos efetuando investimentos em recursos capazes de garantirem suporte necessário para esta área, como pessoas e profissionais responsáveis pela venda e entrega desses serviços. Temos atraído pessoas para a Sun com este perfil”, comenta. Entre os destaques para a região estão serviços de engenharia de data center e relacionados ao cumprimento de leis regulatórias, especialmente impulsionados após a lei fiscal norte-americana Sarbanes-Oxley. Tal divisão de compliance também sustentou a área de software, especialmente em relação a sistemas de segurança e contingência.

Storage é outra área curinga para a Sun nos países latinos. Embora a divisão tenha atingido crescimento de dois dígitos nos últimos meses, ainda pode ser melhor aproveitada, na avaliação de Martinez. “A incorporação da Storagetek ainda não foi totalmente explorada. Dessa forma, deveremos ter uma sinergia maior para aproveitá-la”, diz.

No Brasil, por exemplo, onde a Sun tem patina para elevar as vendas de servidores em virtude do grande parque de mainframes, uma estratégia seria partir via área de armazenamento. A idéia é reforçar o cross selling – oferecendo produtos ou serviços adicionais a um cliente – a partir de storage e, dessa forma, incrementar as vendas das demais áreas.

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Utilizar os mainframes como trampolim para ofertas de arquitetura orientada a serviços também é uma possibilidade, de forma que a Sun poderá atuar no ecossistema ao redor dos mainframes integrando novas aplicações, segundo Martinez. “Como o nível de customização desses ambientes para mainframes é complexo, existem grandes oportunidades para serviços “, enfatiza.

Servidores – divisão onde a Sun cresceu 5,6% no mundo atingindo 13% do mercado atrás de IBM e HP – representam outra área de crescimento potencial de destaque na América Latina. A companhia está esperando crescimento de 10% nas vendas, frente aos 6% registrados no ano fiscal encerrado no ano fiscal de 2007, encerrado em junho. O lançamento de novas tecnologias é a principal aposta da Sun para atingir tal desempenho.

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