Negócios
Dispositivos móveis ameaçam segurança das redes corporativas
Por Por Computerworld
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Conectar-se a fontes desconhecidas ou não confiáveis de acesso à internet sem fio ainda é uma das questões mais significativas do ponto de vista dos riscos, segundo a pesquisa. Cerca de um terço de todos os pesquisados admitem terem feito isso algumas vezes. Usuários da China são os mais graves infratores, já que 54% deles afirmam que freqüenta redes sem fio desconhecidas, seguidos pelos usuários da Alemanha (46%) e Coréia do Sul (44%).
Muitos dos ouvidos na pesquisa justificam a atitude dizendo que nem sempre encontram a rede da companhia no ar, enquanto outros admitem que simplesmente querem acesso livre.
Da mesma forma, no mundo do e-mail, a prática de abrir mensagens ou arquivos anexados de fontes desconhecidas continua como um dos maiores problemas do setor móvel, de acordo com o estudo. O erro é ampliado quando se sabe que as atuais ameaças de malware móveis demandam determinada interação do usuário para chegar pela primeira vez dentro de seus aparelhos.
Educação é a chave para a segurança
Algo como
44% dos pesquisados disse que abriram mensagens ou arquivos anexados de
fontes desconhecidas. Parte do problema é que 76% desses entrevistados
afirmam ter muito trabalho para diferenciar essas mensagens dos
conteúdos legítimos. A pequena tela dos aparelhos foi citada como uma
das principais causas desse problema.
Os especialistas afirmam que educar os usuários finais vai desempenhar um papel importante na conscientização sobre os riscos envolvidos no trabalho remoto uma vez que os maiores problemas estão relacionados a processos, e não a ameaças tangíveis.
"Enquanto esse estudo mostra que a mobilidade traz novos riscos, o mesmo acontece com serviços de internet e novas tecnologias", diz Ron Teixeira, diretor executivo da NCSA, na conclusão do estudo. "A mobilidade e a internet podem ser usadas de forma segura se as corporações instituírem uma cultura de segurança dentro de suas forças de trabalho e abastecerem seus funcionários de programas educacionais e de conscientização sobre cibersegurança".
Entre as dicas oferecidas pela NCSA para melhorar o comportamento dos funcionários remotos estão a adoção de senhas móveis, o uso de programas de antivírus, o download de qualquer patch de segurança recomendado e o back up de todos os conteúdos importantes em suas respectivas máquinas.
O grupo também recomenda aos usuários que codifiquem todos os dados sensíveis armazenados nos aparelhos móveis, assim como aconselham as companhias a ter um plano para lidar com incidentes de segurança sem fio.
Em um nível mais alto, as organizações devem tentar "casar" proteção tecnológica com campanhas educacionais tanto para suas redes como dispositivos, de acordo com o relatório.
"O que é chave é saber que as questões tratadas neste estudo podem ser endereçadas", disse Jeff Platon, vice-presidente de soluções de segurança da Cisco. "A tecnologia é importante para resolver questões de segurança para usuários de aparelhos móveis, mas educação e comunicação são medidas pró-ativas que o departamento de TI pode adotar para lidar com essas questões e gerar maior retorno sobre seus investimentos".
"Esse será um ativo estratégico para o negócio, que vai permitir uma transformação dos processos de negócios e destravar o poder da colaboração", disse Platon. "Na medida em que mais trabalhadores se tornam móveis, educá-los de forma pró-ativa para que adotem boas práticas de segurança pode ser um princípio chave para qualquer negócio traçar sua estratégia de TI e gerenciar seus riscos".
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