Negócios
Segurança de voto eletrônico é tema de debate na Câmara
O reitor do ITA participa de audiência pública sobre segurança do voto eletrônico. Instituto fez acordo com o TSE para verificar possível fraude em Alagoas nas eleições de 2006.
Por COMPUTERWORLD*
Compartilhe:
O reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), tenente-brigadeiro Reginaldo dos Santos, participará nesta quarta-feira (29/08) de uma audiência pública sobre segurança do voto eletrônico.
Em janeiro deste ano, o ITA fez acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para verificar possível fraude no sistema de urnas eletrônicas utilizado em Alagoas nas eleições de 2006.
A suspeita de fraude foi levantada a partir de estudo elaborado pelo professor da Divisão de Ciência da Computação do ITA, Clóvis Torres Fernandes. Em audiência da subcomissão em março deste ano, o professor disse que analisou todas as urnas do estado utilizadas nas últimas eleições e concluiu que houve "alguma perda de integridade" em 44,19% das 5.166 urnas. Em 1.619 foram detectados problemas na totalização dos votos para governador, o que significou a perda de 22.562 votos.
A subcomissão é vinculada à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
Em julho, o engenheiro Amílcar Brunazo Filho, moderador do Fórum Voto Eletrônico, defendeu mudanças no sistema eleitoral para dar maior transparência ao voto eletrônico e possibilitar a auditoria dos resultados das eleições do País.
Para Brunazo, o sistema eletrônico de votação brasileiro é uma "caixa-preta", porque ninguém confere o resultado. "Você vota, vê a foto do seu candidato e confirma, mas quem disse que foi gravado o seu voto no lugar certo ou que foi para outro?" O engenheiro lembra que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) argumenta que o programa pode ser visto. "Mas quem viu o programa? Eles dizem: o Ministério Público e a OAB podem conferir. Mas eles nunca foram conferir."
O especialista afirmou que, apesar de o voto eletrônico ter acabado com muitas fraudes do sistema manual e ter dado velocidade à apuração, ele ainda precisa ser aperfeiçoado para ter maior confiabilidade. Amílcar Brunazo propôs à comissão que faça regras para permitir a auditoria dos votos colhidos pelo sistema eletrônico, o que não é permitido pela Justiça Eleitoral.
- Diebold falha ao tentar vender subsidiária de votação eletrônica
- Califórnia trabalha para bloquear sistemas de voto eletrônico
- Segurança das urnas eletrônicas volta à discussão na Câmara
- Maluf denuncia esquema de venda de votos eletrônicos
- Projeto de lei cria polêmica ao assegurar às teles direito de produzir conteúdo
Voto Eletronico e Cidadania
Conforme texto publicado no site congressoemfoco, o voto eletronico significa viagra para eleitores passivos. Parece que é isto mesmo. Infelizmente, o assunto no Brasil é um tabu. Depois de dez anos de propaganda enganosa do TSE, passando a imagem de segurança do voto eletronico, os eleitores brasileiros começam a perceber a farsa do voto eletronico, com base nas noticias negativas do voto eletronico em vários paises. Lamentavelmente, quando se fala em voto eletronico, a imprensa só questiona a segurança, ou seja, questoes técnicas do voto eletronico. Conforme trabalho do Professor José Rodrigues Filho, da Universidade Federal da Paraíba, já divulgada pela imprensa, o voto eletronico está contribuinso para reduzir a cidadania dos eleitores brasileiros. Enfim, embora tarde, já começamos a perceber que o voto eletronico foi uma arapuca preparada pelas elitels políticas do Brasil e abonado pela Justiça Eleitoral, contra o povo brasileiro. Por que as democracias mais avançadas não o uttilizam?
Antonio - 31 Ago 2007, 10h26
Conheça os 100 melhores CIOs do país
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar
A elite do RH de TI e Telecom no Brasil
Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.
Veja o Especial


