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Negócios

Fusões na área de TI crescem 23% no País

Movimento, entretanto, acontece agora entre empresas mais bem estruturadas do que na época da 'bolha da internet', como salienta analista da KPMG.

Por Por Taís Fuoco, do Computerworld

28 de agosto de 2007 - 12h56
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As fusões e aquisições na área de tecnologia da informação no Brasil crescem e se aproximam do patamar mais alto verificado até agora, que foi no ano 2000, quando aconteceram 57 transações.

No primeiro semestre deste ano, segundo a consultoria KPMG Brasil, aconteceram 23 fusões e a expectativa é que no segundo semestre o número seja ainda superior.

De acordo com Luis Motta, sócio de corporate finance da KPMG, o setor de TI foi o segundo maior em número de aquisições no semestre, atrás apenas do setor de alimentos, bebidas e fumo, onde aconteceram 31 processos de fusão.

Em todos os setores, foram registradas 294 transações, contra 229 dos primeiros seis meses de 2006. Naquele ano, o patamar de fusões e aquisições foi recorde, de acordo com a consultoria, com 473 negócios em todo o exercício.

Segundo Motta, o setor de TI "ainda não voltou ao patamar de 2000", mas caminha para isso. Em 2006, por exemplo, aconteceram 46 processos de aquisição no segmento e, nos seis primeiros meses desse ano, o volume total de aquisições (em todos os setores) foi 28% maior que em igual período do ano passado.

"O movimento tende a ser mais forte no segundo semestre" disse Motta, que ressaltou que "existem grandes negociações em curso" no setor neste momento.

Segundo ele, fatores como a ida de muitas companhias à bolsa de valores para se capitalizar - com foco nas aquisições - e o retorno do interesse dos fundos em busca de oportunidades de investimento são fatores que explicam o movimento.

Ele salienta que "o ano 2000 foi atípico, mas agora as empresas estão mais bem estabelecidas e as fusões são mais consistentes" do que na era da "bolha da internet".

As principais fusões, segundo ele, acontecem nas áreas de software e serviços, "mas as transações estão pulverizadas em diversas áreas", de acordo com Motta. "Games, terceirizações, call center, há movimentações em muito segmentos", citou. Além disso, a consultoria tem de lidar com a falta de informações. "Nem todos divulgam as transações", explicou.

Em todas as transações registradas pela KPMG no primeiro semestre, as fusões domésticas saltaram de 80 para 123, um aumento de 53% sobre igual período de 2006, e os processos com estrangeiras na ponta compradora passaram de 103 para 124 (alta de 20%). Já as compras de estrangeiras por empresas brasileiras se mantiveram estáveis em 47 transações.

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