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Gemalto abre fábrica para atender crescimento de 20% dos cartões com chip

Com nova fábrica de personalização, voltada ao mercado financeiro e público, empresa quer estar preparada para oferecer parte dos 10 milhões de cartões com chip que aparecerão em 2008.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

29 de agosto de 2007 - 14h17
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As portas da segunda fábrica brasileira da Gemalto, especializada em segurança digital, abriram nesta quarta-feira (29/08). Agora, além da unidade de Pinhas (PR), que produz cartões inteligentes desde 1999, a empresa contará com a unidade de Barueri (SP), que ficará especializada no setor financeiro e público.

Inicialmente, as instalações de Barueri tem 100 vagas, mas ao todo logo serão 500 colaboradores nas duas localidades, que se somam aos mais de 10 mil que a empresa possui em suas 23 fábricas espalhadas em mais de 100 países.

Para o gerente de vendas da Gemalto, Amador Barros, a intenção da nova unidade é fazer a companhia estar preparada para atender ao crescimento da demanda por cartões bancários de crédito e débito com chip. “Hoje apenas cerca de 40 milhões desses objetos possuem chips, o que representa um enorme potencial para atendermos”, afirma lembrando que ainda é preciso considerar os 116 milhões de cartões de crédito de redes de varejo.

A organização – fundada a partir da fusão da Axalto e da Gemplus – acredita que esse mercado de cartões bancários deverá crescer entre 10% e 20% ao ano, já que apenas 20% da base já migrou para os cartões inteligentes. “Só não temos a previsão de quanto exatamente nós cresceremos nessa unidade porque dependemos da decisão dos bancos de migrar, porque eles precisam estimar os investimentos em hardware (ATMs, por exemplo) e no back office”, diz.

Apesar disso, Barros avalia que entre o momento que uma instituição financeira coloca um projeto piloto no ar, no máximo em seis meses está apta a começar as migração.

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A fábrica foi criada para atender a princípio o mercado brasileiro, mas deve também servir aos demais países do Cone Sul – Paraguai, Uruguai e Argentina – em um intervalo de dois ou três anos, quando a Gemalto avalia que esses países terão amadurecidas suas necessidades de cartões com chip.

Somando as atividades das duas unidades, a empresa pretende atuar no mercado de telecomunicações, fornecendo plataforma OTA (softwares usados para gerenciar cartões SIM) e SIM Card para operadoras, no de transações seguras, como em transporte público, e no de identidade pessoal, com kits para CPF e CNPJ eletrônico, passaporte com chip, certificação digital, carteira de motorista, entre outros.

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