Negócios
Grupo AeC prevê faturamento de R$ 150 milhões em 2007
Com atuação nas áreas de consultoria, outsourcing, gerenciamento de projetos, treinamento, contact center e desenvolvimento de sistemas, o grupo brasileiro aposta em verticais para atingir R$ 210 milhões, em 2008.
Por Por Luiza Dalmazo, do Computerworld
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O perfil inquieto e inovador de Cássio Azevedo, somado ao formal e
administrativo de Antônio Guilherme Noronha Luz, resultou na criação do
Grupo AeC, formado por sete empresas das áreas de consultoria,
outsourcing, gerenciamento de projetos, treinamento, contact center e
desenvolvimento de sistemas e que deverá fechar 2007 com faturamento de
R$ 150 milhões.
A iniciativa de fundação da companhia
surgiu há 15 anos, com uma prática comum, em que se desenvolvia em cima
de pacotes prontos e o lucro vinha a partir de aplicações financeiras,
até o momento da distribuição. “Entretanto, com o fim da volatilidade
do dólar, o modelo ficou comprometido e decidimos que era preciso
buscar alternativas e assim fundamos novas empresas”, resume Azevedo.
A
seqüência do software, segundo ele, foi o treinamento, porque a
tecnologia evolui muito e pareceu adequado. Hoje, essa companhia é
responsável pela preparação de 6 mil profissionais por mês, em diversas
frentes. Depois, a empresa que surgiu foi a de outsourcing, porque o
grupo conhecia bons profissionais e, por causa da atuação com software,
conhecia também a necessidade das empresas. “Foi só distribuí-los”, diz.
A
próxima fundação foi uma empresa de call center, que hoje é responsável
por dois terços do faturamento do grupo (cerca de R$ 100 milhões)
e que deve fechar 2007 com 3,1 mil posições, sendo que há dois anos
eram apenas 700 pontos.
Para o futuro, o Grupo planeja novas
formas de atuação. De acordo com Azevedo, a empresa identificou
oportunidades em segmentos verticais, como o de
saúde. “Não há um bom software de gestão hospitalar, até porque o
mercado é muito pulverizado”, acredita. Assim, a empresa conversou com
o oitavo maior hospital da América Latina, que fica em Minas Gerais –
como a sede do Grupo AeC –, e manteve uma parceria de três anos de
desenvolvimento de um produto. “Achamos que é adequado porque é uma
instituição que não tem uma só especialidade”, explica.
A
solução, desenvolvida em .Net, foi submetida a avaliação da Microsoft
nos Estados Unidos e obteve o reconhecimento como a melhor criada no
padrão, conforme conta o executivo. “De uma maneira amigável,
desenvolvemos um sistema que hoje faz 5 milhões de transações por dia
no Hospital Mater Dei”, conta. O produto ainda não foi para o mercado,
segundo o sócio-fundador, porque a empresa quer ouvir mais um hospital
e também um consultor, para melhorar o módulo de custo e o financeiro.
O outro sistema está mais adiantado e já está em teste de produção
(rodando) no BNP Paribas. Voltado para instituições financeiras que
trabalham com gestão de carteiras de investimentos acima de 1 milhão de
dólares, o software promete auxiliar aos bancos o aperfeiçoamento dos
serviços e o retorno dos investimentos. “Somando as duas novas áreas,
estimamos até o final de 2009 um faturamento gerado por cada uma delas
de entre 10 e 12 milhões de reais ao ano”, revela.
Outra frente
em que o grupo pretende atuar é o governo. Azevedo explica que o grupo
se estruturou durante 2007 para estar pronto em 2008, o que deve ser
uma nova frente de receita, acrescentando empresas públicas à carteira
atual, em que estão TIM, Vale do Rio Doce, CSN, Citibank, Cemig, Claro,
Belgo, Banco Rural, Açominas, Ale e outras. “Hoje temos 50 clientes,
mas as empresas do grupo atraem negócios entre si e assim queremos
crescer cada vez mais, com previsão de chegar a R$ 210 milhões em
2008”, finaliza.
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