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Secretários de Ciência e Tecnologia debatem acesso à inovação

Representantes do setor participam do Fórum Nacional do Conselho de Secretários estaduais para discutir formas de ampliar o uso do conhecimento gerado nas universidades.

Por Por Computerworld

31 de agosto de 2007 - 09h15
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Alternativas para ampliar o uso do conhecimento gerado nas universidades públicas, em benefício do aumento da competitividade econômica das empresas e também da melhoria da qualidade de vida da população brasileira estarão sendo debatidas, na capital pernambucana, nesta quinta e sexta-feira (30/08 e 31/08), por secretários estaduais de Ciência e Tecnologia de todo o país.


Eles participam do Fórum Nacional do Conselho de Secretários estaduais para assuntos de Ciência e Tecnologia. Ao abrir o evento, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, defendeu que é preciso direcionar a inovação para as classes menos favorecidas. “Da mesma forma que os pesquisadores sabem fazer inovação para a indústria automobilística, com objetivo de produzindo carros mais econômicos, é preciso pensar em inventos que contemplem quem vive da atividade agrícola”, afirma.

Segundo o secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luiz Antônio Rodrigues, o novo Plano sobre a questão da Ciência, Tecnologia e Inovação, que deve ser lançado pelo governo federal até o final de setembro, em articulação com os estados e instituições parcerias, pretende dar sentido de governança ao crescimento dos recursos a serem destinados ao setor, nos próximos anos. "A estratégia é trabalhar no sentido de produzir a agenda da inovação, voltada para as áreas econômica e social”, declarou.

Rodrigues disse ainda que os investimentos federais em ciência e tecnologia vêm crescendo nos últimos anos uma vez que no ano passado foram aplicados no setor pouco mais de 1 bilhão de reais, enquanto  para este ano a expectativa é chegar a 1,5 bilhão de reais. O secretário destacou que Pernambuco reúne potencial para investir em ciência e tecnologia em áreas como cultivo de mudas de cana-de-açúcar de excelência, voltada a produção de combustíveis como o etanol.

O secretário de Ciência e Tecnologia do estado, Aristides Monteiro, informou que o governo possui um projeto para desenvolver pesquisas que fortaleçam pólo do gesso, no Araripe, o setor de couro, no Agreste e a fruticultura, no sertão.

Sobre a reivindicação dos secretários para construção de uma rede de parques tecnológicos, financiados com recursos federais, Luiz Antônio Rodrigues disse que não existe condições atualmente para implementar o projeto. “ Não podemos ter um parque tecnológico em cada estado. É necessário que os estados definam projetos de parques tecnológicos integrados a um sistema local de inovação com os arranjos produtivos e empresas encubadas, que desenvolvam procedimentos com capital do empresário empreendedor, para incrementar renda", disse ele.  

Segundo o secretário estadual de ciência e tecnologia da Bahia, Ildes Ferreira, um parque tecnológico, que está em fase de construção no estado, com financiamento de 27 milhões de reais do governo federal e mais 15 milhões de reais do governo do estado, vai priorizar as áreas de energia, (incluindo biocombustíveis), tecnologia da informação e medicamentos.  

No final do encontro os secretários de ciência e tecnologia pretendem divulgar a carta de Recife, um documento com proposições a serem apresentadas ao governo federal.


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