Negócios
Secretários de Ciência e Tecnologia debatem acesso à inovação
Representantes do setor participam do Fórum Nacional do Conselho de Secretários estaduais para discutir formas de ampliar o uso do conhecimento gerado nas universidades.
Por Por Computerworld
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Alternativas para ampliar o uso do conhecimento gerado nas
universidades públicas, em benefício do aumento da competitividade
econômica das empresas e também da melhoria da qualidade de vida da
população brasileira estarão sendo debatidas, na capital pernambucana,
nesta quinta e sexta-feira (30/08 e 31/08), por secretários estaduais de
Ciência e Tecnologia de todo o país.
Eles participam do Fórum
Nacional do Conselho de Secretários estaduais para assuntos de Ciência
e Tecnologia. Ao abrir o evento, o governador de Pernambuco, Eduardo
Campos, defendeu que é preciso direcionar a inovação para as classes
menos favorecidas. “Da mesma forma que os pesquisadores sabem fazer
inovação para a indústria automobilística, com objetivo de produzindo
carros mais econômicos, é preciso pensar em inventos que contemplem
quem vive da atividade agrícola”, afirma.
Segundo o secretário
executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luiz Antônio
Rodrigues, o novo Plano sobre a questão da Ciência, Tecnologia e
Inovação, que deve ser lançado pelo governo federal até o final de
setembro, em articulação com os estados e instituições parcerias,
pretende dar sentido de governança ao crescimento dos recursos a serem
destinados ao setor, nos próximos anos. "A estratégia é trabalhar no
sentido de produzir a agenda da inovação, voltada para as áreas
econômica e social”, declarou.
Rodrigues disse ainda que os
investimentos federais em ciência e tecnologia vêm crescendo nos
últimos anos uma vez que no ano passado foram aplicados no setor pouco
mais de 1 bilhão de reais, enquanto para este ano a expectativa é
chegar a 1,5 bilhão de reais. O secretário destacou que Pernambuco
reúne potencial para investir em ciência e tecnologia em áreas como
cultivo de mudas de cana-de-açúcar de excelência, voltada a produção de
combustíveis como o etanol.
O secretário de Ciência e Tecnologia do estado, Aristides Monteiro,
informou que o governo possui um projeto para desenvolver pesquisas que
fortaleçam pólo do gesso, no Araripe, o setor de couro, no Agreste e a
fruticultura, no sertão.
Sobre a reivindicação dos secretários
para construção de uma rede de parques tecnológicos, financiados com
recursos federais, Luiz Antônio Rodrigues disse que não existe
condições atualmente para implementar o projeto. “ Não podemos ter um
parque tecnológico em cada estado. É necessário que os estados definam
projetos de parques tecnológicos integrados a um sistema local de
inovação com os arranjos produtivos e empresas encubadas, que
desenvolvam procedimentos com capital do empresário empreendedor, para
incrementar renda", disse ele.
Segundo o secretário estadual
de ciência e tecnologia da Bahia, Ildes Ferreira, um parque
tecnológico, que está em fase de construção no estado, com
financiamento de 27 milhões de reais do governo federal e mais 15
milhões de reais do governo do estado, vai priorizar as áreas de
energia, (incluindo biocombustíveis), tecnologia da informação e
medicamentos.
No final do encontro os secretários de ciência
e tecnologia pretendem divulgar a carta de Recife, um documento com
proposições a serem apresentadas ao governo federal.
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