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Analistas avaliam possível compra da RIM pela Microsoft

Apesar de alguns analistas acharem improvável que a empresa de Gates invista em uma aquisição desse porte, outros apontam que a compra pode trazer vantagens para ambas.

Por Por Computerworld

31 de agosto de 2007 - 18h07
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Rumores de que a Microsoft possa comprar o controle da criadora do Blackberry, a canadense Research in Motion (RIM) podem ter provocado a alta recente no valor das ações da companhia, embora analistas acreditem que há benefícios para ambas as partes se o acordo for de fato selado.

Michelle Warren, analista sênior da Info-Tech Research Group em Toronto, distribuiu uma nota ontem (30/08) sobre as especulações de que a Microsoft estaria discutindo a aquisição da RIM, em que observa que o acordo poderia dar à Microsoft munição para competir no mercado de dispositivos móveis, contra companhias como a Apple, por exemplo.

A transação poderia posicioná-la também para enfrentar qualquer estratégia wireless da rival Google, que tem adquirido redes de cabo apagadas e deve fazer algum grande movimento em telecomunicações sem fio no próximo ano ou dois, disse ela.

"Eu penso que a compra faz sentido basicamente porque a Microsoft tem de fazer algo diferente para ampliar sua participação de mercado no segmento de TI de modo geral", disse Warren em uma entrevista nesta sexta-feira (31/08).

"Eles têm de fazer algum movimento inovador e se manter atentos tanto sobre sua posição de mercado quanto sobre seus planos de expansão".

A Microsoft teve um razoável sucesso com o sistema operacional Windows Mobile 6 e identificou o espaço de dispositivos móveis como um importante fator de crescimento para a companhia e de diversificação da receita, hoje muito concentrada no sistema operacional para desktops (Windows) e no pacote de escritórios Office.

Comprar a RIM lhe ajudaria a combater sua atual fragilidade em desenvolvimento de hardware para  seu sistema operacional móvel, disse Warren. Já a RIM ganharia a força da marca Microsoft e também a expertise em engenharia. Usuários corporativos já podem ter o benefício de poder comunicar o Blackberry com o Microsoft Exchange Server para e-mails móveis.

Nem a Microsoft nem a RIM comentaram os rumores de um acordo entre elas. Apesar das aparentes vantagens em uma fusão desse tipo, o negócio simplesmente não faz sentido do ponto de vista econômico, segundo outro analista ouvido.

Para ele, não há a mais remota possibilidade de que a Microsoft invista para assumir o controle da RIM, que hoje tem um valor de mercado de mais de 47 bilhões de dólares.

"Eu simplesmente não vejo a chance disso acontecer", disse Matt Rosoff, analista da Directions on Microsoft. Ele admite ter se surpreendido com a compra, pela Microsoft, da companhia de serviços digitais de publicidade aQuantive, por 6 bilhões de dólares - maior aquisição feita pela Microsoft até o momento - , e, por isso, também pode errar no caso da RIM.

O analista acrescentou que algum tipo de aliança estratégica entre as duas empresas, que hoje competem ombro a ombro no segmento de sistemas operacionais para aparelhos móveis, pode ser mais provável. "Uma parceria de longo prazo, com algum dinheiro envolvido, mas não sei quanto", acrescentou Rosoff.

Roger Kay, presidente de inteligência de mercado da Endpoint Technologies Associates, concorda que dificilmente a Microsoft fará uma aquisição desse porte.

Ele também acrescentou que, embora a Microsoft tenha se tornado "mais confortável" com o desenvolvimento de hardware para o consumidor final - com produtos como o console Xbox 360 e o media player Zune - a presença da companhia no segmento de aparelhos móveis de comunicação poderia tornar a competição nesse segmento ainda mais acirrada.


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