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Brasil já destinou R$ 22,6 milhões em pesquisa de computação sensorial

Estudo encomendado pelo MCT revela que Brasil tem oportunidades no mercado de semicondutores orgânicos.

Por Por IDG Now!*

03 de setembro de 2007 - 15h04
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Desde 1995 até os dias atuais, o Brasil já investiu R$ 22,6 milhões em pesquisas com semicondutores orgânicos e computação sensorial em diversos níveis de governo, revelou um estudo feito pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), a pedido do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

Segundo o levantamento, que será publicado no mês de setembro, o Instituto Multidisciplinar de Materiais Poliméricos, com sede em São Carlos (SP), recebeu a maior fatia de recursos, R$ 9 milhões entre 2001 e 2007. Em torno dele, concentram-se cerca de 140 pesquisadores, sendo mais de 60 doutores, de 17 instituições das cinco regiões do País.

O projeto da língua eletrônica, sensor baseado em semicondutores orgânicos desenvolvido na Embrapa Instrumentação Científica, também em São Carlos, recebeu investimento de R$ 2 milhões; outro projeto, coordenado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na área de sensores, o Nariz Eletrônico, recebeu R$ 3 milhões do governo e da Petrobras.

Para outras linhas de pesquisa relacionadas à área, o investimento alcançou R$ 5 milhões. O estudo destacou que, para a formação de recursos humanos para a área, o gasto estimado chegou a R$ 3,6 milhões, de 2000 a 2006.

O levantamento organizado pelo CGEE revela que há uma oportunidade que o Brasil possa explorar ainda mais a área. Embora seja considerada recente, já há aplicações tecnológicas e em produto, ainda em fase inicial de desenvolvimento.

"O estágio internacional do mercado e das tecnologias que identificamos mostra que há uma oportunidade para o País. Chegamos a uma proposta para o aproveitamento dessa oportunidade: em que nichos entrar, como entrar e quanto vai custar para entrarmos, nos próximos quatro anos. O estudo é propositivo", explicou o pesquisador Anderson Gomes, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que coordenou a pesquisa.

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