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Adeus eletrônica, vem aí a spintrônica
Por Peter Moon, especial para o COMPUTERWORLD
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Quatro ou cinco anos atrás, as pessoas diziam que a Lei de Moore estava chegando ao fim por causa da dissipação (a perda de corrente dentro do chip). A transição dos transistores com portas de silício para os transistores que combinam portas dielétricas High-K com porta de metal ocasionou uma redução dramática na dissipação.
Este é apenas um exemplo de como inovações técnicas podem solucionar aquilo que antes se pensava ser um limite fundamental. E existem outras inovações como estas que eu poderia descrever, apesar de ainda não as termos colocado em produção. Por exemplo, os transistores Tri-Gate, que pela primeira vez deixarão de ser tão somente de silício para ter uma camada de circuitos que fica acima do núcleo de silício (que devem estar nas gerações de transistores de 32 e de 22 nanômetros). Com isso quero dizer que daqui dez anos os transistores que estaremos construindo poderão não lembrar em nada os feitos hoje em dia. Mas isso não significa o fim da Lei de Moore.
COMPUTERWORLD – O futuro chip de 80 núcleos é um exemplo desta mudança de design?
– Com certeza! Seis ou sete anos atrás, começamos a discutir sobre como resolver os problemas de limitação de potência nos chips, o que tornava muito difícil aumentar sua performance. Isso ocorria porque o tipo de energia, o tipo de potência que os processadores futuros dissipariam poderia ser maior do que nós poderíamos resfriar de forma economicamente viável. Assim, em 2001, começamos a discutir sobre esta barreira de potência e decidimos perseguir uma nova aproximação no design de processadores que envolviam o uso de processadores energeticamente mais eficientes e o uso de processadores com múltiplos núcleos. Portanto nós agora temos os processadores de dois núcleos (dual-core) e de quatro núcleos (quad-core). E teremos os de oito núcleos, e assim por diante...
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