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Adeus eletrônica, vem aí a spintrônica
Por Peter Moon, especial para o COMPUTERWORLD
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COMPUTERWORLD – De 16 núcleos, de 32 núcleos e assim por diante?
– Na verdade creio que o que iremos assistir será uma evolução em diferentes ritmos para diferentes linhas de produto. Penso que processadores para desktops e aparelhos móveis passarão para oito, doze ou talvez 16 núcleos. Já o grupo de alto desempenho será aonde veremos aumentos dramáticos, e este é o espírito que motivou a criação dos processadores de 80 núcleos, voltados para atividades que requerem altos níveis de computação.
COMPUTERWORLD – Existe futuro na computação sem o silício?
– Bem, esta é uma pergunta muito provocativa. É difícil imaginar hoje em dia que o silício deixe de ser um componente básico dos processadores. Trata-se de um material tão versátil que continuamos a descobrir novos meios de usá-lo. Por exemplo, estamos construindo uma variedade de dispositivos ópticos em silício. De fato, anunciamos em julho um modulador óptico de silício de 40 gigabits por segundo. Partimos de um sinal óptico e o modulamos, inserindo nele dados à razão de 40 gigabits por segundo, o que é tão rápido quando qualquer outra tecnologia jamais o conseguiu.
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