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Adeus eletrônica, vem aí a spintrônica
Por Peter Moon, especial para o COMPUTERWORLD
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COMPUTERWORLD – Será usado nas tarefas de computação maciça, mas não em desktops e notebooks, certo?
RATTER – Sim, você tem razão. Ela oferece o potencial para uma demanda de paralelismo tremenda, e com muita eficiência. Mas existem alguns problemas que precisam ser resolvidos com o tipo de computação que os computadores quânticos irão realizar. O que eu estava dizendo com relação à Spintrônica é simplesmente usar uma das propriedades quânticas como, por exemplo, usar a carga como sendo o 1, a cor como o zero.
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O spin é particularmente interessante se pudermos controlar este efeito em novos dispositivos de diversos tipos, e a Intel também está pesquisando isto. Voltando à Lei de Moore, podemos vir a atingir um fim para a eletrônica baseada na carga daqui a dez, 15 ou 20 anos. Mas poderemos substituí-la por um sistema baseado em spin. Se isso quer dizer que a Lei de Moore chegará ao fim, eu não sei. Mas contanto que possamos continuar melhorando a performance, a eficiência energética e a densidade dos processadores, ela continuará valendo.
COMPUTERWORLD – Podemos voltar às transmissão de 40 gigas, também conhecida como Fotônica do Silício. Poderia explicá-la melhor?
– Claro. Está ficando cada vez mais difícil elevar as taxas de transmissão quando tentamos mover dados através de cabos digitais de cobre. Estes cabos estão nas placas de circuitos, e podem se estender através de longas distâncias dentro de um data center ou até mesmo além dele. Como todo mundo está bem informado, o cobre faz parte dos sistemas de comunicações do passado. Hoje existem fibras ópticas estendendo-se ao redor do globo. De fato, onde eu moro a companhia telefônica está trazendo fibra óptica até a minha casa. O mesmo acontece com os data centers, onde as fibras estão começando a entrar. Mas o custo disso é relativamente alto. Então, por causa disso, hás quatro ou cinco anos nós começamos a olhar para a possibilidade de construir estes novos dispositivos ópticos de alta performance em silício. E projetamos fotodetectores de alta performance numa liga de silício-germânio. Construímos moduladores, começando com 10 gigabits por segundo e alcançando hoje os 40 gigas. Fizemos multiplexores e de multiplexores, e no ano passado desenvolvemos aquilo que tecnicamente se chama um “laser de silício híbrido”. Então agora temos uma capacidade de transmissão óptica de ponta a ponta, mas precisamos colocar todos os dispositivos juntos num único chip e é isso no que estamos trabalhando agora mesmo. O que planejamos demonstrar é um transceiver óptico completo em silício no ano que vem ou por aí.
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