Negócios
Mercado aberto para o open source
Sueca Cendio, do ramo de virtualização de aplicações, chega ao País atraída pelas oportunidades de crescimento do mercado de sistemas de código aberto.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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O apetite crescente do Brasil pelos sistemas de código aberto, especialmente no mercado corporativo, tem gerado interesse de fornecedores internacionais de sistemas de TI. Uma das movimentações mais recentes nesse sentido é a da sueca Cendio, que oficializa as operações no País nesta semana com foco no mercado de virtualização de aplicações.
A companhia chega ao mercado brasileiro disposta a apresentar sua solução ThinLinc,
que trata e publica informações contidas em aplicativos de forma virtual e é compatível com Windows, Unix e Linux. O sistema foi concebido sobre os padrões abertos e tem como atrativos, segundo Alexandre Bonassa, diretor da empresa, especialmente segurança na conectividade, capacidade de configuração de acesso de usuários e flexibilidade.
“O crescimento da aceitação do código aberto no Brasil foi um dos principais motivos para a empresa colocar investimentos por aqui”, ressalta. Embora não comente investimentos, Bonassa enfatiza que a composição da empresa no País é feita diretamente pela matriz e outros dois investidores institucionais brasileiros.
Entre as verticais que devem receber atenção especial da empresa neste momento estão governo, saúde, educação, finanças, telecomunicações, indústria, serviços, utilities e varejo. Entre os concorrentes potenciais da solução da Cendio no País está a Citrix, também na área de virtualização de aplicações.
“Acreditamos que dois grandes apelos está na redução do custo do sistema – justamente por ter sido desenvolvido sobre código aberto – e também na possibilidade de ele apresentar em uma só tela informações de Unix, Linux e Windows”, ressalta.
Embora oficialize as operações somente nesta semana, a Cendio já está com escritório aberto no Brasil há cerca de três meses – além de ter uma revenda que representava os produtos da companhia no País há cerca de dois anos. Hoje entre os clientes da empresa no País estão o estaleiro Mauá Jurong, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro e Fundação Getúlio Vargas.
Até o momento, 15 funcionários foram contratados para a sede, localizada em Alphaville, na Grande São Paulo. A expectativa da empresa é crescer por meio da venda indireta e atingir até três canais de distribuição e revendas. Nos próximos meses, a companhia deverá lançar no País a versão em português de seu software, além de um portal com informações e sobre serviços.
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A companhia espera captar cerca de 20% do mercado local de virtualização ao longo de dois anos. A América Latina também será alvo da companhia a partir do ano que vem, especialmente países como México, Chile e Argentina.
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