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Negócios

Mercado aberto para o open source

Sueca Cendio, do ramo de virtualização de aplicações, chega ao País atraída pelas oportunidades de crescimento do mercado de sistemas de código aberto.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

04 de setembro de 2007 - 08h00
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O apetite crescente do Brasil pelos sistemas de código aberto, especialmente no mercado corporativo, tem gerado interesse de fornecedores internacionais de sistemas de TI. Uma das movimentações mais recentes nesse sentido é a da sueca Cendio, que oficializa as operações no País nesta semana com foco no mercado de virtualização de aplicações.

A companhia chega ao mercado brasileiro disposta a apresentar sua solução ThinLinc,
que trata e publica informações contidas em aplicativos de forma virtual e é compatível com Windows, Unix e Linux. O sistema foi concebido sobre os padrões abertos e tem como atrativos, segundo Alexandre Bonassa, diretor da empresa, especialmente segurança na conectividade, capacidade de configuração de acesso de usuários e flexibilidade.

“O crescimento da aceitação do código aberto no Brasil foi um dos principais motivos para a empresa colocar investimentos por aqui”, ressalta. Embora não comente investimentos, Bonassa enfatiza que a composição da empresa no País é feita diretamente pela matriz e outros dois investidores institucionais brasileiros.

Entre as verticais que devem receber atenção especial da empresa neste momento estão governo, saúde, educação, finanças, telecomunicações, indústria, serviços, utilities e varejo. Entre os concorrentes potenciais da solução da Cendio no País está a Citrix, também na área de virtualização de aplicações.

“Acreditamos que dois grandes apelos está na redução do custo do sistema – justamente por ter sido desenvolvido sobre código aberto – e também na possibilidade de ele apresentar em uma só tela informações de Unix, Linux e Windows”, ressalta.

Embora oficialize as operações somente nesta semana, a Cendio já está com escritório aberto no Brasil há cerca de três meses – além de ter uma revenda que representava os produtos da companhia no País há cerca de dois anos. Hoje entre os clientes da empresa no País estão o estaleiro Mauá Jurong, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro e Fundação Getúlio Vargas.

Até o momento, 15 funcionários foram contratados para a sede, localizada em Alphaville, na Grande São Paulo. A expectativa da empresa é crescer por meio da venda indireta e atingir até três canais de distribuição e revendas. Nos próximos meses, a companhia deverá lançar no País a versão em português de seu software, além de um portal com informações e sobre serviços.

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A companhia espera captar cerca de 20% do mercado local de virtualização ao longo de dois anos. A América Latina também será alvo da companhia a partir do ano que vem, especialmente países como México, Chile e Argentina.

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