Publicidade

Negócios

OpenXML não está derrotado, diz Microsoft

Em entrevista ao COMPUTERWORLD, Raimundo Nonato da Costa, diretor nacional de tecnologia da Microsoft Brasil, afirmou que a companhia considera normal o resultado atingido nessa primeira etapa.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

04 de setembro de 2007 - 20h53
página 1 de 1

O volume insuficiente de votos favoráveis à aprovação do padrão de documentos OpenXML na reunião da ISO não significa uma derrota, na avaliação da Microsoft, idealizadora do formato.

Em entrevista ao COMPUTERWORLD, Raimundo Nonato da Costa, diretor nacional de tecnologia da Microsoft Brasil, afirmou que a companhia considera normal o resultado atingido nessa primeira etapa.

“Esta não é uma derrota. Houve uma primeira etapa em que não se atingiu o número suficiente de votos, mas nada é definitivo. Vamos passar agora para uma segunda etapa quando então as coisas passam a ser definitivas”, destacou.

O processo de normatização da ISO leva em consideração três etapas. A primeira é a votação já realizada, quanto todos os países apontam sua opinião preliminar sobre o assunto. No segundo momento será realizada a Ballot Resolution Meeting (BRM), reunião em que serão definidos os comentários e revisadas as alterações feitas na norma.O terceiro passo inclui nova votação para aprovação definitiva do padrão em questão. Neste último estágio, entretanto, não existe mais a possibilidade de alteração de conteúdo.

Passada a primeira etapa da votação sobre o OpenXML, a ISO deverá realizar no início do ano que vem a Ballot Resolution Meeting (BRM). As alterações no texto do padrão deverão ficar a cargo da ECMA, associação da indústria também dedicada à padronização nas áreas de tecnologia, comunicações e eletrônicos de consumo. A organização já transformou o OpenXML em um padrão – batizado de ECMA 376 – e a partir de então ficou encarregada de discuti-lo diretamente com a ISO.

“Segundo o ECMA, o OpenXML já é uma norma aberta e no momento em que a Microsoft entregou seu documento à ela, abriu mão de qualquer cobrança ou reclamação de direitos autorais. O OpenXML não pertence mais à Microsoft”, enfatiza.

Conheça a movimentação em torno do OpenXML:
>OpenXML: apenas 2 países do comitê técnico votaram 'sim'
>Derrota do OpenXML demonstra 'fim da supremacia' da Microsoft, diz deputado
> Microsoft elogia comentários técnicos contra OpenXML
> Brasil diz "não" a definição do OpenXML como padrão
> Decisão contra o OpenXML é lógica, diz IBM
> Dinamarca vai testar OpenXML
> Aliança ODF ganha divisão brasileira e gera polêmica

A partir de agora, então, toda a legião de empresas que apóiam o OpenXML – como Apple, HP, EMC, além da própria Microsoft – deverão contribuir para revisar os problemas técnicos apontados pelos integrantes da ISO.

O Brasil, que votou “não, com condicionantes” sobre a questão apontou 63 problemas levantados pela equipe técnica. Entre eles estão a não-compatibilidade com calendário gregoriano, falta de suporte à idiomas como chinês, japonês e coreano, e graves falhas de segurança, como dificuldades para trabalhar com senhas, e alto risco de contaminação por vírus de computador.

Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld