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Negócios

Brasil quer ser mais participativo em normas de TI na ISO

ABNT defende criação de grupo nacional que integre empresas, órgãos nacionais e da sociedade civil para debater questões de TI e, inclusive, melhor representar o País em normas internacionais.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

06 de setembro de 2007 - 17h18
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Os debates recentes que mobilizaram diversas organizações brasileiras em torno do voto sobre o padrão OpenXML de documentos ilustraram o potencial do País de se articular, quando existe interesse, em torno de uma discussão sobre tecnologia da informação. Na última reunião sobre o tema, por exemplo, foram mais de 80 participantes entre empresas privadas, governo, associações e técnicos.

Diante desse indicador, é que alguns integrantes do grupo que participou da decisão do Brasil sobre OpenXML estão tentando organizar uma equipe permanente para assuntos relacionados a TI. Isso, inclusive, para que o País possa ter melhor representação em determinações internacionais sobre o tema.

Eugenio Guilherme Tolstoy De Simone, diretor de Normalização da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), é um dos que acredita nesse tipo de organização e está articulando um time nesse sentido. O executivo sugere a formação de um grupo formado por representantes de setores governamentais como a Secretaria de Políticas de Informática (Sepin), do Ministério de Ciência e Tecnologia, a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI), do Planejamento e a Associação das Empresas Brasileiras de Software (Abes), entre outros.

“Um grupo permanente para discutir questões de tecnologia permite que o Brasil tenha mais propriedade nas discussões internacionais quando for surgir, por exemplo, uma nova norma ISO para TI. Não podemos deixar outras organizações internacionais decidirem por nós o que é melhor sem sequer opinar”, destaca.

Na ISO, o grupo que opina nas questões de TI é o Joint Technical Committee  (JTC-1). Tecnologia da Informação respondem por cerca de 15% das normas na ISO, segundo Tolstoy.

“A formação do grupo fará com que estejamos mais maduros para discutir com esses grupos a formulação das normas internacionais. Precisamos deixar de ser a Associação Brasileira das Normas Traduzidas”, complementa.

A expectativa do executivo é que esse grupo seja articulado e esteja a pleno vapor a partir do início do ano que vem.

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