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3CON Consultoria e Sistemas planeja faturar R$ 28 mi em 2007

Integradora espera crescer 40% a partir de oportunidades geradas por soluções inteligentes e redução de custos de processamento na plataforma baixa.

Por Por Luiza Dalmazo, do Computerworld

12 de setembro de 2007 - 11h07
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A 3CON Consultoria e Sistemas (lê-se Três Con) pretende aumentar seu faturamento em 25% em 2007, sobre os R$ 23 milhões de 2006, seguindo a média de crescimento, que desde 2003 fica em cerca de 40%.

A companhia ampliou o número de ofertas desde que foi fundada, em 1993, e hoje possui áreas de melhoria de desempenho e qualidade, treinamento, integração com business intelligence, desenvolvimento e documentação de sistemas e rehosting e conversores.

Segundo um dos três fundadores da companhia, Genivaldo Araújo, a maior parte dos projetos começa com consultoria ou com a avaliação das formas de reduzir custos de infra-estrutura nos clientes. “O mais interessante é que nós só cobramos de acordo com as economias geradas e de forma proporcional ao orçamento do cliente. Se não apresentarmos resultado, não recebemos”, ressalta.

Em alguns casos, essas economias são bastante significativas, conforme diz. Araújo relata que normalmente em projetos de seis meses, oferece ganhos de 600 MPIs (milhões de instruções por segundo, que é a medida aplicada a mainframes). “Assim, o projeto custa ao cliente R$ 600 mil, sendo que sem a execução, teria de comprar os tais 600 MIPs por US$ 10 mil cada um”, ilustra Araújo.

O executivo explica que sua atuação é importante no cenário atual em que os desenvolvedores têm pressa para colocar os projetos no ar e por isso não conseguem avaliar as melhores alternativas. “Ajudamos, portanto, a implantar processos e mantê-los estáveis”, afirma o sócio-fundador.

Uma das ferramentas de destaque, de acordo com Araújo, é fruto de uma parceria. O sistema promove a varredura do ambiente antes de colocar algo em execução. Dessa forma, a solução apresenta o que é preciso reavaliar antes de colocar em produção, melhorando o desempenho da iniciativa.

O executivo conta que no início das operações o foco era o atendimento a mainframes. Mas o conhecimento dos fundadores em outras plataformas permitiu a ampliação do atendimento e das sugestões de melhoria de desempenho. “Existem casos, como da área de BI, em que sugerimos aos clientes que apenas as informações transacionais fiquem no mainframe, porque conseguimos ajudá-los a sustentar os dados gerenciais no servidor de menor porte, com sistemas de integração de plataformas”, detalha.

Assim, as empresas podem deixar de usar altas plataformas e passar a usar baixas, o que gera economia. “Hoje também é comum empresas cobrarem pelo modelo sob demanda, mas fazem cálculos baseados nos picos. Como ajudamos aos clientes distribuir os dados em plataformas, os picos caem e as empresas economizam bastante”, diz.

Entre os clientes que contataram as ofertas da 3Con e são atendidos pelos 300 colaboradores da empresa, está o Pão de Açúcar (cliente desde 1995), a Brasil Telecom, Telemar, Banco ABN Amro, Ficap, Telefônica, Banco Central e outros.

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