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Representantes de fundos de investimento dos EUA prospectam no Brasil

Por meio da Finet, grupo de 17 executivos de 12 fundos de pensão que somam US$ 310 bilhões está no Brasil avaliando possibilidades de investimento em TI e infra-estrutura.

Por Por Computerworld

12 de setembro de 2007 - 16h14
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Uma delegação de investidores norte-americanos está no Brasil para conhecer o ambiente de investimentos no País. Uma das instituições já visitadas foi a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia. O órgão aposta em uma grande injeção de recursos em fundos que atuam no País serão voltados a tecnologia de informação, infra-estrutura, energias alternativas e biotecnologia.

Os investidores foram recebidos na terça-feira (11/09) pelo presidente da empresa, Luis Fernandes, que apresentou um panorama geral do sistema de ciência e tecnologia nacional.

A comitiva conta com 17 representantes de 12 fundos de pensão, entre eles o gigante Calpers, que possui um patrimônio de US$ 248 bilhões. Somados, os ativos dos fundos visitantes superam os US$ 310 bilhões.

Para Fernandes, é muito importante que esses investidores tenham um melhor entendimento da economia nacional. “Quanto mais informações, mais confiança terão em investir no Brasil. Assim, criamos mais uma nova fonte de recursos para empresas inovadoras”, disse o presidente da empresa.

Nos Estados Unidos, o patrimônio total dos fundos de investimento alcança US$ 17 trilhões. Alguns já investem no Brasil, por meio da bolsa de valores ou de fundos de private equity.

O representante do fundo de pensão da Universidade de Washington, Rafael Stone, afirmou estar bastante impressionado com o potencial de empreendedorismo e as políticas de incentivo à inovação que conheceu. “Não posso afirmar quando, mas em breve devemos realizar investimentos no Brasil”, aponta o representante. Os ativos do fundo de pensão da Universidade de Washington somam US$ 1,2 bilhão.

Segundo Eduardo Costa, diretor de inovação da Finep, o sucesso de recentes pesquisas nacionais em biocombustíveis, como a realizada com o etanol, chamou a atenção dos fundos norte-americanos. Há 10 anos, eles investem maciçamente na China e na Índia, mas precisam diluir os riscos entre os países emergentes. “Acredito que chegou a vez do Brasil”, avalia Costa.
Durante o evento na Finep, Clifford Sobel, embaixador dos Estados Unidos no Brasil, convidou todos os visitantes a retornar já no ano que vem, dessa vez para road shows em pólos de empreendedorismo como o Recife (PE), Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS).

A edição brasileira do Institutional Investors Learning Journey, que faz parte de um programa concebido pelo Departamento de Comércio dos EUA, termina nesta sexta-feira (14/09), com agenda de atividades prevista para o Rio de Janeiro e São Paulo.

A visita não tem a finalidade de concretizar investimentos imediatos no País, mas criar um ambiente favorável para que isso aconteça a médio e longo prazo.

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