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'Isso é só o começo', diz cientista fundador da VMware
Companhia que foi destaque em IPO afirma que só tocou na superfície do que ainda pode ser agregado em funcionalidades na camada de software que implanta a virtualização.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD*
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A companhia americana de software VMware, que protagonizou um dos mais bem-sucedidos IPOs dos últimos tempos nos Estados Unidos, ao arrecadar 1,1 bilhão de dólares com a venda de pouco mais de 10% de seu capital e já acumular uma valorização de mais de 100% no valor dos papéis desde agosto, afirma que a virtualização está apenas começando.
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Segundo o cientista chefe e co-fundador da companhia, Mendel Rosenblum, que desenvolveu a plataforma de virtualização na Universidade de Stanford, onde leciona até hoje, a companhia “apenas tocou a superfície do que pode ser agregado em termos de funcionalidade na camada de software”, disse ele, ao fechar a edição 2007 do VMworld, evento realizado pela companhia há quatro anos.
A camada de software desenvolvida pela VMware, também chamada de hypervisor, permite que um mesmo equipamento possa rodar várias aplicações ao mesmo tempo, até com sistemas operacionais diferentes, criando como que “máquinas virtuais” dentro de uma só. Dessa forma, a necessidade de hardware diminui e o aproveitamento da capacidade de equipamento é otimizado. “Estamos apenas começando”, disse Rosenblum.
Ele lembra que somente uma pequena fração da indústria já adotou a virtualização. Segundo institutos de pesquisa, seriam entre 4% e 5% das empresas, mas a adoção vem crescendo aceleradamente. Dados da consultoria IDC afirmam que o número de servidores virtualizados era de 1,4 bilhão em 2005, mas subirá para 7,9 bilhões em 2010, em um aumento de 5% para 15% do total.
De acordo com Rosenblum, a companhia tem uma ampla estratégia ainda a desenvolver, que envolve tornar os equipamentos ainda mais eficientes e melhorar a segurança. Um dos anúncios da companhia nesse VMworld foi a criação de um serviço de automação da recuperação de desastres para data centers.
Segundo a companhia, os sistemas tradicionais de disaster recovery “são lentos e sujeitos a falhas porque envolvem muito trabalho manual e várias etapas complexas”, de acordo com o comunicado distribuído à imprensa. Por isso, ela promete que sua solução garante a recuperação em horas, em vez de dias.
Rosenblum afirmou que “é bom não ter concorrentes”, mas, ao mesmo tempo, disse saber que a própria VMware tem mostrado ao mercado que esse é um bom negócio e que, por isso, deve esperar por novos competidores. Quando isso acontecer, a companhia “estará preparada” para enfrentá-los, disse ele.
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O cientista leciona em Stanford desde 1992 e pesquisa a virtualização desde 1995. Ele criou a VMware com a esposa, Diane Greene, CEO da companhia, em 1998 e lançou o primeiro produto em 1999. Em 2004 a companhia foi adquirida pela EMC por 635 milhões de dólares.
No IPO de parte minoritária do capital, companhias como Cisco e Intel adquiriram ações da empresa, que mantém sede e gestão independentes em relação à EMC.
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