Negócios
Linux: como fazer uma boa migração?
Está de mudança de Windows para Linux? Especial do Computerworld norte-americano mostra como sua empresa pode fazer uma boa migração e levar tudo o que lhe interessa.
Por Computerworld, EUA
Então sua empresa decidiu trocar Windows por Linux. De fato, assim como outras companhias ou usuários que decidiram seguir pelo mesmo caminho, é bem provável que você esteja tomando esta iniciativa para se beneficiar da estabilidade do Linux e da confiabilidade dos padrões abertos. Agora, tudo o que precisa fazer é preparar cuidadosamente este passo.
Uma preparação cautelosa significa não apenas instalar Linux em seu sistema - seja computador já existente ou em uma máquina completamente nova - mas também transferir documentos, marcadores, preferências e configurações do sistema. Em algumas ocasiões também será necessário encontrar aplicações equivalentes em código aberto para aplicações de Windows que você já usava anteriormente.
Para auxiliar sua empresa nesta tarefa, a edição norte-americana do Computerworld preparou três dicas sobre abordagens próprias para a migração. No entanto, antes de escolher qualquer uma delas, lembre-se sempre que, para qualquer tipo de opção de migração, é importantíssima a realização de um backup completo de qualquer dado que você não queira substituir.
Se você escolher migrar documentos para novos formatos, mantenha originais inalterados - se um documento particular não pode ser convertido corretamente agora, você sempre poderá ter o original como referência. Tendo esse como ponto de partida, vamos aos modelos.
1-) Deixe que o Ubuntu faça parte do trabalho por você
O Ubuntu é uma das distribuições Linux mais populares e atualmente é a maior que traz ferramentas de migração integradas como parte de seu processo de instalação. O sistema tenta fazer a migração para Linux o mais fácil possível, permitindo que você migre arquivos de usuários e mesmo algumas configurações de sistemas já existentes em instalações Windows.
Basicamente se essa for sua opção, verá que, ao iniciar o processo de instalação do Ubuntu, ele vai escanear todos os drives disponíveis do sistema atual e vai procurar instalações Windows. Se ele encontrar uma, vai mostrar todos os usuários registrados nessa instalação Windows e permitirá que você escolha quais deles pretende migrar para Ubuntu, assim como o tipo de dados que será copiado.
As escolhas, porém, não são muito granulares - não é permitido elencar quais arquivos específicos copiar, por exemplo, mas categorias gerais de arquivos. Você pode escolher seus favoritos do Internet Explorer, por exemplo, ou seu papel de parede, seu avatar e ainda conteúdos da divisão "Meus Documentos" como músicas e figuras.
Outro fator interessante está relacionado ao atualizador do Ubuntu. Ele trabalha independente do destino do código do dado. Se você tiver Windows em uma partição ou disco e quiser instalar Ubuntu em algum outro lugar além daquele onde o Windows está, o atualizador vai copiar configurações Windows e documentos que encontrar. Neste formato, a atualização é totalmente "não-destrutiva" o que significa que os dados originais não são tocados de forma alguma.
Se você ficou curioso, pode ler sobre propostas para o futuro para a migração do Ubuntu nos wikis da distribuição.
Outros destaques do COMPUTERWORLD:
> A Microsoft é irrelevante, diz Linus Torvalds
> Cobertura especial do FISL - Fórum de Software Livre
> Governo compra 520 mil PCs com Linux para escolas
> Brasil vai se tornar referência em software livre
> Da ideologia à prática estratégica


