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Linux: como fazer uma boa migração?

Por Computerworld, EUA

17 de setembro de 2007 - 07h05
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2-) Use uma aplicação de terceiros
Se você estiver usando uma distribuição Linux que não tem ferramentas de migração integradas e se não estiver confortável com a idéia de tentar mudar coisas de lugar por conta própria, utilidades de outros fornecedores podem ajudar. No entanto, tenha em mente que essas ferramentas tendem a ser escritas preferencialmente para empresas e usuários corporativos.

A MoreOver4, por exemplo, é uma aplicação comercial que se encarrega de migrar as coisas mais importantes contidas no computador - documentos, configurações de aparência e navegação, fontes, preferências, entre outras. Isso tira muito do tédio trazido por migrar coisas manualmente.

O único porém do MoreOver4 é que ele ainda suporta poucas distribuições Linux. Atualmente a versão 4.0 do programa só está disponível para migrações a Novell Linux Desktop 9 e Linspire 5.0. A versão anterior, 3.0, só suportava Sun Java Desktop e Fedora Core 2.

Dito isso, vale ressaltar também que existe uma divisão aberta do produto, o OpenMoreOver, que consiste na edição comunitária dos componentes de Linux. Essas partes podem ser utilizadas pelos desenvolvedores para criar ferramentas de migração para outras distribuições.

Outro produto do gênero é o Desktop Migration Agent, da Alacos, que migra documentos e várias configurações do Windows. Também é destinada especialmente para corporações e não usuários finais. Uma das grandes vantagens é o fato de suportar distribuições como Red Hat Enterprise Linux, SUSE, Novell Linux Desktop e Fedora Core.

3-) Faça você mesmo

Também é totalmente possível transferir dados e configurações manualmente de sua instalação Windows para Linux.

Se você estiver adicionando Linux a uma máquina existente, a forma como você lida com seus dados vai variar com base no exato processo de migração. Por exemplo, se você estiver reescrevendo a partição ocupada pelo Windows hoje, você precisará fazer backup em todo o material instalado - um drive externo ou outra partição que não será tocada durante a migração pode deixar as informações a salvo. Se você vai preservar a partição Windows por enquanto, tudo pode ser simplesmente copiado diretamente de lá.

A maior parte das distribuições Linux tem algum guia sobre como migrar documentos e configurações de aplicações. O Ubuntu, por exemplo, cobre a maioria dos pontos em sua própria documentação - incluindo detalhes sobre como mudar o correio eletrônico do Outlook e Outlook Express para o formato Thunderbird.

A maioria das distribuições Linux coloca os arquivos usuários - documentos, e-mail e aplicações - em um diretório - tipicamente chamado de /home/<username>. A hierarquia exata de subdiretórios naquele diretório fica geralmente a critério daquele usuário. Você poderia, por exemplo, criar manualmente subdiretórios chamados de "Filmes", "Documentos" ou "Banco de Dados" e salvar os arquivos apropriados nesses diretórios.

Algumas aplicações também criam diretórios ocultos em seu diretório /home para armazenar dados específicos do usuário. O Firefox, por exemplo, cria um diretório chamado /.mozilla/firefox. Mas existe uma pequena chance de que o nome de qualquer diretório que você crie possa colidir com outro diretório.

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