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Linux: como fazer uma boa migração?

Por Computerworld, EUA

17 de setembro de 2007 - 07h05
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Mudar tudo manualmente não é tão difícil se a maior parte dos dados com os quais você trabalha não estiver intimamente associada com sua instalação Windows. Por exemplo, se você mantiver todos os seus dados de usuários em outro drive ou simplesmente um diretório não-aplicação em vez do diretório do Windows \Documents and Settings\<username>, então os documentos poderão ser simplesmente deixados no lugar e acessados por aí.

Se mantiver seus dados na árvore \Documents and Settings\<username> e estiver copiando aquela informação intacta ou empacotando-a em um arquivo, você pode geralmente preservar a estrutura de diretório existente simplemente pela cópia de tudo isso dentre o \Documents and Settings\<username> e, posteriormente, desempacotar tudo dentro de seu diretório doméstico de Linux.

Se você quiser mesmo ser cauteloso, crie um diretório no diretório doméstico de Linux e restaure seus arquivos para lá, de forma a minimizar as chances de que seus arquivos restaurados possam colidir com algo criado por uma aplicação ou sistema. Tudo pode sempre ser modificado posteriormente.

Também é possível apenas copiar os conteúdos ou pastas de perfil de um sistema para o outro. O website da Mozilla, por exemplo, tem algumas instruções sobre como mover perfis tanto para o Firefox quanto para o Thunderbird. No entanto, você também pode copiar coisas de forma seletiva. Se tiver marcadores Firefox que você quer transportar de Windows para Linux sem ter que recriá-los manualmente, você só precisará copiar o arquivo bookmarks.html para o lugar apropriado no Linux.

Situação das aplicações

Outro ponto de atenção deve ser levantado para o manejo de documentos durante o processo de migração. A dica básica é que o usuário mantenha pelo menos três cópias de qualquer documento:

a-) arquivo original. Aquele que você mantinha antes de começar o processo de migração. Se você preservar sua partição Windows, o arquivo original pode ser mantido como parte dele.

b-) backup offline número 1. Esta é uma cópia em outro drive com nível médio de segurança.

c-) cópia migrada. É aquela que você está trabalhando agora, convertida para um novo formato.

Se você estiver migrando a partir de formatos proprietários - como o .doc para o .odf - é melhor levar o documento em questão para uma nova plataforma e salvá-lo no novo formato antes de tentar fazer qualquer tipo de trabalho com ele.

Conclusão

Mesmo que muitas pessoas que migram do Windows para o Linux façam isso com a intenção de permanecer no código aberto, é sempre importante lembrar como você chegou lá. Se você tem backups de todos os seus documentos originais e configurações de usuários,  sempre terá possibilidade de retornar, caso não se encontre no modelo Linux.  Mas o ideal é sempre acreditar e trabalhar para que o Linux possa ser sua nova casa para os anos vindouros.

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