Negócios
Microsoft apresenta o conceito de software mais serviço aos canais brasileiros
Segundo a fabricante, dos cerca de 7 mil parceiros cadastrados pela companhia no País, os 500 maiores deles devem ser os primeiros a aproveitar os benefícios desse novo modelo.
Por Por Tatiana Americano, da ChannelWorld
Anunciado mundialmente em julho (leia matéria anterior), o conceito de software mais serviços da Microsoft foi apresentado oficialmente aos parceiros brasileiros durante um evento realizado nesta terça-feira, 18/09, na cidade de São Paulo, para cerca de 650 canais locais. "As mudanças na indústria, bem como os próprios requerimentos dos clientes e dos negócios nos obrigaram a repensar nosso modelo tradicional de oferta", justifica Álvaro Celis, diretor de PMEs (pequenas e médias empresas) e parceiros da fabricante na América Latina.
A partir do conceito de software mais serviços a Microsoft defende que os canais se preparem para sair do modelo tradicional da venda de licenças de software para um ambiente no qual eles podem agregar serviços - como hospedagem, consultoria, suporte, desenvolvimento, entre outros - de acordo com as necessidades específicas de cada cliente. "Muita gente fala que o modelo de licenciamento deve acabar, mas eu não acredito, o que vejo é a existência de um modelo híbrido", reforça Cellis.
Na prática, o diretor define que a fornecedora passa a contemplar três diferentes ofertas ao mercado: a venda tradicional, na qual o software fica instalado no cliente; a solução hospedada no parceiro ou ainda hospedada na própria Microsoft.
Mesmo sem revelar investimentos específicos para essa disseminação do conceito de software mais serviços, Rodrigo Munhoz, gerente de canais da companhia no País, revela que a fornecedora prepara uma série de ações voltadas a habilitar os parceiros a incrementar suas ofertas por meio dos canais. "Para isso, vamos oferecer muitos treinamentos e informações, além de criar ferramentas para gerar demanda, dar subsídios para tornar os projetos mais competitivos e oferecer o máximo de suporte", define Munhoz.
Quando questionado sobre os resultados práticos que esse novo conceito deve ter no faturamento da Microsoft, o diretor diz que ainda é muito cedo para fazer projeções e que, inicialmente, a principal meta está relacionada a estimular os parceiros a aproveitar as oportunidades crescentes na área de serviços.
"Dos cerca de 7 mil parceiros brasileiros que atuam com Microsoft, os 500 maiores muito provavelmente vão ser os primeiros a surfar nessa nova onda que batizamos de software mais serviços", pontua Juliana Rodrigues Tubino, gerente de marketing para parceiros e programas da companhia para a América Latina.
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