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É oficial: a Apple é a nova Microsoft

Após o corte de US$ 200 no preço do iPhone – e da revolta dos clientes -, o articulista Mike Elgan analisa a posição atual da empresa fundada Steve Jobs.

Por IDG News Service

21 de setembro de 2007 - 07h05
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Dez anos atrás, a Microsoft era a companhia que todos amavam odiar. E os maiores adversários da MS vilipendiavam a companhia chamando-a de um valentão ambicioso que usava o seu sistema operacional copiado de outras soluções, com caráter monopolista e estranho, para forçar a adoção aos usuários de software e coergir os parceiros a aceitarem acordos injustos de licenciamento.

Não olhe agora, mas o papel do maior valentão da indústria está sendo – cada vez mais – interpretado pela Apple, não pela Microsoft. A seguir, uma análise que mostra como a Apple tomou da MS a reputação pior de monopolista, dada a copiar outras soluções e valentona.

Apple, o monopolizador
A principal reclamação contra a Microsoft na década de 90 apontava que a participação de mercado do Windows gerava um poder de monopólio que foi abusado de diversas formas. Advogados gerais e outros defensores criticaram a instalação “conjunta” do navegador Internet Explorer, sob o argumento que o programa só era usado porque era parte do Windows.

As pessoas amam iPods (inclusive eu; minha família de quatro pessoas comprou 4 deles nos últimos anos). Mas os iPods vêm junto com o iTunes. Você quer comprar música da Apple? Adivinha? Você precisa instalar o iTunes. Você quer um celular da Apple com a AT&T? Claro, sem problema! Você precisa instalar o iTunes mesmo se quiser fazer apenas ligações telefônicas. Quer comprar ringtones para o seu iPhone? iTunes.

A Apple não só “combina” o iTunes com seus produtos, como força você a usá-los. Com o Internet Explorer, você poderia ao menos ignorar o IE e usar um concorrente. E isso acontece com os sistemas operacionais da Apple. Ou o Mac OS X não vem com o Safari? E o navegador não está também no iPhone?

E “combinar” funciona. Steve Jobs disse recentemente que a Apple distribuiu 600 milhões de iTunes até hoje. A absoluta maioria dessas cópias eram iTunes para o Windows. E a popularidade do iTunes no Windows não é motivada pela qualidade do software. O iTunes é o programa mais lento, mais sem graça e sem intuitividade rodando no meu sistema. Mas eu ainda preciso dele por amar meus iPods.

Conheça a movimentação em torno do OpenXML:
>OpenXML: apenas 2 países do comitê técnico votaram 'sim'
>Derrota do OpenXML demonstra 'fim da supremacia' da Microsoft, diz deputado
> Microsoft elogia comentários técnicos contra OpenXML
> Brasil diz "não" a definição do OpenXML como padrão
> Decisão contra o OpenXML é lógica, diz IBM 

Com o Windows, você pode formatar o seu computador e instalar Linux ou outros sistemas operacionais compatíveis. Eu posso formatar meu iPod e instalar algo diferente? Posso desinstalar o iTunes mas continuar usando a loja virtual do iTunes e os meus iPods? A Apple fortemente desencoraja tudo isso, dizendo que o iPod, o software do iPod e o iTunes são três componentes do mesmo produto. Mas não é isso que a Microsoft diz sobre o Windows e o IE.

Opinião do Leitor [9 comentários]

qualidade? apple?

Acho que faltou lembrar que a apple nao tem os produtos de melhor qualidade e sim de design mais popular e acaba bem sucedida, e ate dominando completamente, em alguns mercados.

E o caso do ipod que esta longe de ter uma boa qualidade de som mas aqui no brasil ou voce compra algo vagabundo do paraguay ou compra um ipod.

Qualquer um que ja teve um mp3player da sony sabe o q eh um player de qualidade mesmo, com excelente reproducao de agudos e uma bateria que dura (40 a 50 horas dependendo do modelo).

E para concluir so lamento o comentario do leitor acima que ignorou o figurativismo do titulo.
cesar - 29 Abr 2008, 23h23

RE: APPleXMicrosoft

Não seria "Piratas do vale do silicio" ?
Gabriel - 15 Abr 2008, 13h35

A Apple nunca será uma Microsoft

A Microsoft começou primeiramente com o desenvolvimento e a comercialização de software para PCs, através de uma simbiose com a IBM. Em um segundo momento, começou a comercializar também alguns periféricos e acessórios que não entrassem em conflito comercial com seus clientes corporativos que fabricavam os equipamentos PCs. Já a Apple começou fabricando hardware com software exclusivo para "techies" e obsessivos por qualidade e design.
Como é muito mais rápido copiar e piratear software do que hardware, os alicerces da Apple estão mais fortes atualmente.

Concordo apenas que a Apple tomará conta dos antigos clientes da Microsoft e estará adotando algumas atitudes monopolistas necessárias quanto a venda e proteção de conteúdo através de sua loja virtual, afinal não estamos falando de tolos. Por outro lado, tem a adesão da indústria de conteúdo e sabe se posicionar muito bem quanto às pressões e críticas externas. Para jobs, domínio público somente na abertura do software do iPhone, buscando um maior adesão global da plataforma e força para brigar com outros smartphones do mercado.

F3L1P40
Felipe - 27 Mar 2008, 14h20
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