Negócios
Oito segredos que fazem da Apple a número 1
Por COMPUTERWORLD
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3. A experiência é o produto
Todos sabem este segredo, mas poucas companhias realmente entregam isso. Mas a Apple é muito séria quanto ao tema, a ponto de ter oferecido à prefeitura de Montreal, no Canadá, 35 mil dólares para remover três parquímetros que existem em frente à Apple Store local. A cidade não aceitou, mas a atitude á uma mostra do quão seriamente a Apple considera essa questão da experiência.
Outro exemplo é o empacotamento da Apple. Os produtos da companhia vêm embalados lindamente, com materiais visivelmente caros e até manualmente feitos. Compare com os competidores. Algum deles investe em uma boa embalagem ou preferem economizar dinheiro? Ou elas nem sequer pensam nisso?
Mas por que é tão importante aumentar o preço em alguns dólares e vender algo em uma caixinha melhor? Porque a caixa é parte da experiência e a experiência é o produto.
4. O produto é o produto
Quanto maior se torna a empresa, menos energia ela parece gastar na criação de produtos bacanas. Ao contrário, sempre que os CEOs da maior parte dessas organizações de computadores e produtos eletrônicos falam em público, gastam seu tempo falando sobre alianças, serviços, melhorias em vendas por canais e outras coisas pelas quais ninguém se importa. O CEO da Apple, Steve Jobs, fala sobre os produtos atuais, acima de tudo.
Uma das coisas mais estranhas sobre comprar um celular é que as operadoras estão claramente mais interessadas em vender seus planos, opções e confiança. Os equipamentos físicos parecem ser um pensamento posterior. Mas os consumidores estão desesperados por melhores aparelhos e as operadoras parecem nem perceber isso. A Apple percebe.
5. Você não pode agradar a todos, então agrade a poucas com bom gosto
O desempenho das maiores companhias de vários tipos levam os pesquisadores a descobrir quem são os clientes e o que eles querem. Mas um problema com o mercado é que as pessoas são recursos imprecisos de informações sobre seu comportamento de compra. E isso é frequentemente refletido nos produtos que essas companhias oferecem.
Peça para um entrevistado durante a sua pesquisa para que escolha entre o produto A e B. Ambos têm funcionalidades indênticas, mas o produto A parece melhor e custa mais. As pessoas tendem a dizer que escolheriam A, mas comprariam B.
O que você aprende disso? Que as pessoas variam. Você pode buscar o melhor do mercado, o intermediário ou o mais simples, dependendo do momento.
Focar público que paga pouco empobrece a marca. Correr atrás da média dos consumidores contrai as margens. Somente o público topo de linha cria a qualidade e a imagem esperada da empresa, assim como lealdade dos clientes, afinidade com a marca e qualquer coisa que pode ser convertida em altas margens e mais vendas.
Elgan teve seu dia de John Dvorak
É claro que Elgan simplificou a questão o quanto pôde. Seguramente há mais detalhes nessa história e seguramente quase tudo que Elgan disse é verdade. Quase. Seu grande pecado nesse ponto é diminuir a importância da qualidade aplicada pela Apple em seus produtos. Ao fazê-lo, afronta a inteligência do usuário e anula a escolha consciente feita por muitos. A vasta maioria dos usuários de Windows não faz idéia da existência do Mac OS X — ela não escolheu o Windows, simplesmente comprou um PC que já veio com um sistema operacional que, por acaso, era o Windows —, enquanto a vasta maioria dos usuários de Mac OS X conhece o Windows por ser obrigada a usá-lo na empresa ou escola e fez uma escolha consciente pelo Mac.
Parece também que Elgan andou assistindo demais os comerciais da Apple. Veio como um usuário de PC que encara os comerciais de modo muito pessoal. Elgan deveria procurar conhecer o significado da expressão “complexo de inferioridade”.
Elgan, um recado diretamente para você: amamos a Apple porque ela produz hardware e software superior. Amamos a Apple porque ela inventa coisas novas e reinventa coisas velhas. Amamos a Apple porque ela tenta mudar as coisas para melhor. Não compramos Macs, iPods e iPhones só para sermos aceitos em algum grupo formado por seres superiores: isso é apenas um efeito colateral. :-)
Marcelo - 21 Set 2007, 19h37
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