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Negócios

Bull dobra operações na América Latina desde 2005

Meta da empresa agora é dobrar novamente as operações até 2009 e a estratégia para isso será o aumento do foco na área de serviços.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

26 de setembro de 2007 - 16h20
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Depois da França, a América Latina é a região mais importante para a Bull, fornecedora de sistemas e serviços de informação. A região inclusive está no grupo das partes que mais crescem no mundo. Isso não era realidade há dois anos, mas mudou quando a companhia registrou o dobro da receita em 2007 – pelo menos caminha para isso, segundo o presidente mundial, Didier Lamouche – em relação a 2005.

Assim, a região passou da contribuição na receita global – que em 2006 foi de 1,14 milhões de euros – de 2%, para 4% este ano. “A meta agora é novamente dobrar as operações por aqui e fazer essa contribuição passar a ser de 8%”, planeja o executivo francês.

A principal estratégia de crescimento da companhia é aumentar a participação das atividades de serviços, que hoje 50% do faturamento, sobre a de manutenção (20%) e legado e plataformas Unix (30%). “Queremos que seja de 75% da receita bruta até 2009, que se divide no crescimento de 25% das soluções tecnológicas, baseadas em oferta de computação de alta performance e sistemas de storage e de 50% de serviços, que consiste em soluções setoriais, business intelligence e open source”, detalha.

Ainda na AL, a empresa pretende mudar a estrutura de receita que possui atualmente. Lamouche conta que em dois anos, quer fazer o setor de telecomunicações, que hoje contribui com 51% da receita, passar para 45%. O de setor público, hoje responsável por 30%, passará para 35% e o financeiro, finalmente, continuará parecido com o que é hoje, de pouco menos de 20%.

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O executivo também admito que a organização atravessa um momento de rápida transformação e que já teve outro perfil no passado, mas com esse foco, queremos passar a ser reconhecidos como uma companhia de soluções completas. “O mercado não quer software, hardware ou outras coisas isoladas e sim soluções – é isso que vamos oferecer cada vez mais”, diz.

O profissional conta que a Bull está também estudando o crescimento por meio de aquisições no Brasil, mas que ainda “não encontrou a mulher certa para casar”, brinca. O assunto aquisições lembra os boatos de uma possível aquisição da Bull pela HP, não negados pelo presidente mundial. “Sim, nós conversamos com a HP, mas também conversamos com outras companhias. E não, não tem nada concreto até agora”, decretou.

Segundo ele, a empresa tem olhado tanto na direção de comprar quanto de ser comprada, já que não consegue imaginar nenhuma empresa que não possa ser adquirida.

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