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Negócios

Sun e governo brasileiro discutem novo projeto de capacitação em TI

Executivo da Sun deverá se reunir com representantes do Ministério da Educação para a elaboração de um modelo capaz de reforçar o currículo de cursos desde o nível técnico até superior.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

26 de setembro de 2007 - 10h16
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A Sun Microsystems deverá se reunir, nas próximas semanas em Brasília, com representantes do governo brasileiro para debater projetos viáveis de capacitação de estudantes em tecnologia da informação.

Segundo Charles Beckham, CTO da divisão de Serviços de Educação da Sun, a reunião será feita com integrantes do Ministério da Educação e busca estabelecer planos concretos para viabilizar a colaboração da empresa na formação de estudantes de tecnologia de escolas desde o nível técnico até instâncias superiores, especialmente em desenvolvimento de software em código aberto.

Estratégias de ensino à distância – capazes de interligar e disseminar o conhecimento em desenvolvimento de software – também deverão ser debatidas.

“Percebemos que ainda existem lacunas em relação àquilo que a universidade entrega e que o mercado precisa. Por isso, estamos estudando maneiras para preencher esse espaço”, diz. A expectativa desse encontro já é estruturar a forma prática como pode ser feita a colaboração em prol da formação dos alunos. “Acredito que para o início do ano que vem já teremos algo estruturado”, complementa.

De acordo com Juan Cabral, diretor de serviços educacionais da Sun para a América Latina, a Sun mantém parcerias hoje com mais de 100 universidades brasileiras para complemento de currículo. A idéia é expandir esse volume posteriormente.

Na avaliação de Karie Willyerd, vice-presidente e Chief Learning Officer da Sun, entre os países do BRIC – que reúnem Brasil, Rússia, Índia e China – a nação brasileira é a que apresenta maturidade mais expressiva em relação às oportunidades oferecidas pelo software livre.

Foco em código aberto

Outra estratégia da Sun é trabalhar com universidades para incentivar a programação e o compartilhamento do código aberto. De acordo com Beckham, a partir do mês de outubro, seis universidades – quatro públicas e duas particulares, que não tiveram os nomes revelados até o momento – deverão incluir no currículo a disciplina de programação em código aberto.

A companhia auxiliará esses estudantes, posteriormente, no processo de documentação e compartilhamento do material produzido com a comunidade.  “A Sun atuará desde a demonstração sobre como compartilhar o código, adicionar funcionalidades, expandir o código até a parte de educação sobre documentação necessária”, diz.

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Os evangelizadores do Java, que a Sun já mantém no Brasil, deverão colaborar com a proposta dentro das universidades, mas o programa deverá prever outros tipos de interação – inclusive via internet. Este é o primeiro programa do gênero para a companhia no mundo que formaliza o compartilhamento de códigos desenvolvidos na universidade com a comunidade.

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