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Venda da 3Com não prejudica clientes, dizem analistas

Clientes sentirão pouco impacto da compra da 3Com pela Huawei e a Bain Capital, realizada na semana passada, por 2 bilhões de dólares, segundo analistas de mercado.

Por Network World

01 de outubro de 2007 - 15h43
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Clientes sentirão pouco impacto da compra da 3Com pela Huawei e a Bain Capital, realizada na semana passada, por 2 bilhões de dólares. E, mesmo caso venham a sentir qualquer impacto, eles deveriam se confortar pelo fato de que não estarão negociando com uma empresa preocupada em agradar a acionistas. Pelo acordo de 2 bilhões de dólares, a 3Com será transformada em uma empresa privada. A avaliação é de analistas de mercado.

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Steve Schuchart, analista de sistemas de redes corporativas da Current Analysis. “Os clientes da 3Com devem ficar tranqüilos”, diz ele. “Se você já optou pelos equipamentos da 3Com, não há nenhum motivo para parar de utilizá-los ou escolher outro fabricante”, afirma o analista, acrescentando que a transação deve tirar a 3Com de qualquer dificuldade financeira pela qual pudesse estar passando.

Zeus Kerravala, analista do The Yankee Group, acrescenta que não deve haver nenhum tipo de preocupação para os clientes da 3Com no curto prazo. “Eles precisam entender que o negócio dará à 3Com recursos e liberdade de fazer coisas que talvez não pudessem fazer antes”, diz Kerravala.

No entanto, ele alerta para um outro viés do acordo: “O que significa a compra pela Huawei?”. Empresas de capital privado não pensam duas vezes antes de extinguir áreas de negócios que não sejam lucrativas. “Será que isso pode significar a eliminação de alguma linha de produtos? Se eu fosse cliente, eu faria essa pergunta”, sugere.

Há sete anos, a 3Com passou por uma reestruturação de seus produtos, quando eliminou a linha de switches de core para grandes corporações devido ao seu pequeno sucesso no mercado. A estratégia prejudicou alguns clientes, que mantinham equipamentos caros e vitais, então com uma vida tão curta.

Se a Bain e a Huawei têm planos de crescimento significativo para os negócios corporativos da 3Com, elas terão de lidar com essas questões. Segundo Schuchart, os clientes nunca se recuperaram desse golpe. “O que não está claro para mim é o que a Huawei e a Bain poderão fazer para restabelecer a confiança dos clientes na marca”, diz o analista.

Tanto ele quando Kerravala mostraram-se surpresos que as empresas tivessem adquirido a 3Com, dada a sua presença comprometida no Mercado e os seus desafios financeiros enfrentados desde 2000. De todos os concorrentes da Cisco, a 3Com mostrou-se a mais debilitada.

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Mas a Huawei parece ter planos estratégicos para a companhia, de acordo com Chris Silva, analista do Forrester Research. “A intenção da Huawei é atender ao mercado corporativo na América do Norte com a 3Com”, avalia Silva. “Para os clientes da 3Com, isso significa um pouco mais de músculos por trás de um fabricante.”

Para a 3Com, diz o analista, significa tornar-se mais focada no segmento corporativo e fora do mercado de pequenas e médias empresas na região. “Além disso, diz Silva, o acordo pode trazer vida de volta à 3Com anos depois de a empresa ter deixado boa parte desse mercado”, finaliza.

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