Negócios
Máquinas terão consciência até 2020, diz futurólogo
Por Peter Moon, especial para IDGNow!
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Por que a BT tem um futurólogo?
Ian Pearson – A BT usa o termo futurista. É um termo mais internacional. Futurólogo é particularmente britânico. Gostamos de pensar que contar com futurólogos na BT é como olhar através do pára-brisa do seu carro quando está dirigindo sozinho no meio da neblina. Não se pode delinear uma imagem nítida do que está à frente. Procura-se detectar os obstáculos. Às vezes pode-se confundir uma silhueta à distância, mas poucos entre nós iriam guiar no meio de um nevoeiro sem se importar em olhar através do pára-brisa. Uma visão desfocada é muito melhor do que visão nenhuma!
O mesmo vale para os negócios, razão pela qual a BT me emprega. Quanto mais longe se puder enxergar, melhor se poderá planejar. Por isso é que os exercícios de futurologia são uma função importante. A futurologia é considerada parte do planejamento da empresa. As pessoas pensavam um pouco à frente, mas não havia realmente nenhum pensamento de longo prazo antes da minha chegada. A BT não contava com nenhum futurólogo antes de mim. Ingressei na BT em 1985, mas só me tornei um futurólogo em tempo integral em 1991.
A Royal Dutch Shell possui uma célebre equipe para desenvolver cenários estratégicos. Você trabalha da mesma forma que eles?
Trabalhamos com métodos diferentes. Até aonde eu sei, a Shell praticamente inventou o campo da futurologia corporativa. Mas o que eles fazem se chama planejamento de cenários, que são diferentes possibilidades para o que está à frente, e eles fazem planos para cada um destes possíveis diferentes cenários.
O que nós fazemos na BT é usar o método de cenários aqui e ali através da companhia por diversas razões, mas eu pessoalmente não penso que ele funcione muito bem em termos de se pensar como de fato será o futuro. Podemos observar diferentes cenários, mas quando se pensa muito sobre o futuro numa área dominada pela tecnologia como é o caso da telecom, pode-se descobrir com bastante certeza como ele vai se parecer, ao contrário do que apenas compondo cenários. É por isso que eu acho muito melhor tentar prever o que está para acontecer do que ter uma lista com várias possibilidades.
"de volta para o passado"
Eu acho interessante as idéias de Pearson, fui lá no site e gostei de algumas coisas, tipo a energia e colônias lunares. Isso me lembrou a trilogia do filme "De volta para o futuro", onde um jovem viajava pelo tempo, e, especialmente na série em que ele vai para o futuro se encontram inovações tecnológicas do tipo skate voador e o tão sonhado e inexistente holograma, eu mesmo ficava imaginando coisas incríveis, como se eu mesmo fosse um "futurólogo". No filme se dizia que tudo passaria por volta do ano 2001, não me lembro direito, só sei que estamos em 2007 e nada. Deve-se lembrar que a jornada tecnológica hoje em dia é somente impulsionada pela nessecidade de vender, e que tais aparatos tecnológicos jamais aparecerão sem que, ou alguém esteja disposto a pagar, ou a humanidade esteje á beira da extinção. Diz-se na linha do tempo que por volta de 2051 talvez contactaremo-nos com inteligência extraterrestre, eu já acredito que tem uma trabalhando na British Telecom. Bom, não duvido muito em relação a máquinas inteligentes, isso só provaria cada vez mais a incapacidade que o ser humano está tendo de pensar.
Eduardo Francisco Paulo - 04 Out 2007, 16h58
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