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Negócios

Máquinas terão consciência até 2020, diz futurólogo

Por Peter Moon, especial para IDGNow!

03 de outubro de 2007 - 12h32
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Como você faz suas previsões?
Eu leio muito. Tento me manter atualizado com o que está acontecendo. Leio revistas semanais e de negócios, além de periódicos e sites de tecnologia. Tento me manter a par do que acontece ao redor do mundo. Também gasto bastante tempo ouvindo outras pessoas e lhes dando palpites sobre o que eles acreditam que irá acontecer em suas respectivas áreas.

Eu também gasto muito tempo sonhando acordado, imaginando como as coisas irão interagir, até que gradualmente começa a se descortinar uma visão do futuro. Quando falo dela para as outras pessoas muitas vezes elas discordam. Por exemplo, alguém diz: “essa é uma conclusão muito estúpida!” - o que me leva a repensar tudo novamente. Este método permite que eu refine minhas idéias ao compartilhá-las com outros colegas, achando melhores conclusões.

Há 10 anos, em maio de 1997, o campeão mundial de xadrez Gary Kasparov foi derrotado pelo supercomputador Deep Blue da IBM (leia “Vitória da máquina sobre o homem completa dez anos”). Será que aquele foi o primeiro vislumbre de uma nova forma de inteligência, como o próprio Kasparov declarou?
Sim, este é um bom exemplo do que se pode fazer com uma inteligência baseada em computadores. O que ficou claro é que a Inteligência Artificial não precisa fazer as coisas do mesmo jeito que nós humanos para atingir os mesmos objetivos que nós usamos nossa inteligência para alcançar.

Deep Blue não funcionava do mesmo modo que uma pessoa. Deep Blue tinha uma enorme capacidade de processamento de dados. Não era uma máquina consciente. Era apenas uma máquina muito burra que não tinha ciência da sua existência. Ela apenas mastigava números para ser capaz de resolver problemas cuja solução requer uma das mais refinadas mentes humanas do planeta.

Mas foi um grande avanço. Acredito que foi um divisor de águas importantíssimo para o pensamento. Muitos entre nós percebemos então que não seria necessário identificar exatamente como o cérebro funciona para resolver um monte de problemas que requerem inteligência, porque para solucionar estas coisas pode-se usar computadores no lugar de uma grande máquina autoconsciente.

Opinião do Leitor [1 comentários]

"de volta para o passado"

Eu acho interessante as idéias de Pearson, fui lá no site e gostei de algumas coisas, tipo a energia e colônias lunares. Isso me lembrou a trilogia do filme "De volta para o futuro", onde um jovem viajava pelo tempo, e, especialmente na série em que ele vai para o futuro se encontram inovações tecnológicas do tipo skate voador e o tão sonhado e inexistente holograma, eu mesmo ficava imaginando coisas incríveis, como se eu mesmo fosse um "futurólogo". No filme se dizia que tudo passaria por volta do ano 2001, não me lembro direito, só sei que estamos em 2007 e nada. Deve-se lembrar que a jornada tecnológica hoje em dia é somente impulsionada pela nessecidade de vender, e que tais aparatos tecnológicos jamais aparecerão sem que, ou alguém esteja disposto a pagar, ou a humanidade esteje á beira da extinção. Diz-se na linha do tempo que por volta de 2051 talvez contactaremo-nos com inteligência extraterrestre, eu já acredito que tem uma trabalhando na British Telecom. Bom, não duvido muito em relação a máquinas inteligentes, isso só provaria cada vez mais a incapacidade que o ser humano está tendo de pensar.
Eduardo Francisco Paulo - 04 Out 2007, 16h58
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