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Máquinas terão consciência até 2020, diz futurólogo
Por Peter Moon, especial para IDGNow!
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Quando pusemos máquinas ganhando prêmios Nobel na nossa linha tecnológica do tempo, tivemos boas razões para fazê-lo. Percebe? Ainda que muitos entre nós gostem de pensar que somos razoavelmente inteligentes, a maioria não é capaz de fazer algo tão genial para ganhar um prêmio Nobel, assim como não somos capazes de entender todos os ensaios ou conferências que um prêmio Nobel é capaz de escrever ou proferir, porque talvez estes caras operem num nível diferente do restante da humanidade. Com os computadores acontecerá o mesmo em algum momento num futuro não muito distante.
Neste contexto, podemos considerar que o Second Life seria uma forma de Matrix 1.0, ao passo que a Matrix do filme homônimo de 1999 será uma combinação do Second Life com a Inteligência Artificial?
Este é um jeito interessante de enxergar a questão! Eu nunca havia pensado nisto nesses termos. Mas no fundo eu realmente acho que não. Penso que, embora a Matrix e o Second Life tratem de socialização, o Second Life é um mundo imaginário onde podemos habitar, mas a diferença chave é que as pessoas têm plena consciência de estarem lá, enquanto que em Matrix a questão chave do filme não era que se tratava de um ambiente virtual onde as pessoas não sabiam que se encontravam.
Não creio que o Second Life jamais evolua para um lugar onde a gente não seja consciente que está online. Sempre seremos capazes de distinguir entre estar conectado num mundo imaginário e quando se trata da vida real. Sempre seremos capazes de distinguir entre a vida real e a vida imaginária. Essa é a principal diferença entre Matrix e o Second Life. Mas certamente podemos adaptar o conceito do Second Life a partir de ambientes virtuais mais simples e adicionar a estes capacidades sensoriais, criando assim algo totalmente convincente. Sob este enfoque, uma futura versão poderia lembrar muito a Matrix, onde se tem um ambiente muito grande com pessoas interconectadas num nível muito convincente de realidade.
Isso está me parecendo o holodeck de Jornada nas Estrelas, não acha?
Isso! O holodeck em Jornada nas Estrelas tinha um pouco das propriedades futuras dos mundos virtuais. Em 2020, nós seremos capazes de induzir sensações, de exprimir sensações e de substituir sensações. Portanto, poderemos fazer algo que se aproxime do holodeck de Jornada nas Estrelas ou de O Vingador do Futuro (Total Recall, 1990). Será algo meio parecido com a Matrix, como um Second Life 10.0 ou algo do gênero.
"de volta para o passado"
Eu acho interessante as idéias de Pearson, fui lá no site e gostei de algumas coisas, tipo a energia e colônias lunares. Isso me lembrou a trilogia do filme "De volta para o futuro", onde um jovem viajava pelo tempo, e, especialmente na série em que ele vai para o futuro se encontram inovações tecnológicas do tipo skate voador e o tão sonhado e inexistente holograma, eu mesmo ficava imaginando coisas incríveis, como se eu mesmo fosse um "futurólogo". No filme se dizia que tudo passaria por volta do ano 2001, não me lembro direito, só sei que estamos em 2007 e nada. Deve-se lembrar que a jornada tecnológica hoje em dia é somente impulsionada pela nessecidade de vender, e que tais aparatos tecnológicos jamais aparecerão sem que, ou alguém esteja disposto a pagar, ou a humanidade esteje á beira da extinção. Diz-se na linha do tempo que por volta de 2051 talvez contactaremo-nos com inteligência extraterrestre, eu já acredito que tem uma trabalhando na British Telecom. Bom, não duvido muito em relação a máquinas inteligentes, isso só provaria cada vez mais a incapacidade que o ser humano está tendo de pensar.
Eduardo Francisco Paulo - 04 Out 2007, 16h58
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