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Lula promete investimento em Ciência e Tecnologia para tornar País mais competitivo

Nas próximas semanas, o governo deve fechar o plano para Ciência e Tecnologia de 2007 a 2010, com investimentos estimados em 40 bilhões de reais.

Por Redacão do COMPUTERWORLD*

11 de outubro de 2007 - 08h45
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Durante a entrega da Ordem Nacional do Mérito Científico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu que investirá em pesquisas para que o Brasil se torne um País mais competitivo.

"Ou nós investimentos o que temos e, às vezes, o que não temos, ou o Brasil perderá, no século 21, todas as chances que perdeu no século 20. Não quero passar para a história como o presidente que não contribuiu para o País avançar", disse, na cerimônia realizada ontem (10/10) no Palácio do Planalto.

Segundo Lula, em seu governo, os recursos aplicados em ciência e tecnologia não serão vistos como gastos. Nas próximas semanas, o governo deve fechar o plano para Ciência e Tecnologia de 2007 a 2010, com investimentos estimados em 40 bilhões de reais.

"Gastar é um preso que custa quase 2 mil reais por mês, enquanto um trabalhador ganha 400 reais", comparou Lula. O presidente ainda assinalou que seu governo já aplicou 1,307 bilhão de reais em bolsas de estudo, volume 50% superior quando comparado ao início de seu mandato.

Criada em 1993, a Ordem Nacional do Mérito Científico é dividida nas classes grã-cruz e comendador e é entregue a personalidades brasileiras, estrangeiras e instituições científicas que tenham prestado relevantes serviços à ciência e tecnologia.

Noventa e cinco pesquisadores foram agraciados com a insígnia correspondente aos anos de 2005 e 2006. O presidente da República é o grão-mestre e o ministro da Ciência e Tecnologia, o chanceler da cerimônia.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantan foram as duas instituições premiadas com a Medalha Nacional do Mérito Científico pelas suas atuações em 2005 e 2006, respectivamente. A medalha é destinada a pessoas jurídicas pelas contribuições na área tecnológica.

O presidente da Fiocruz, Paulo Buss, recordou que, nos últimos dois anos, a fundação desenvolveu tecnologia que reduziu pela metade o preço da insulina e criou quatro cursos de mestrado e outros quatro de doutorado. "Temos que, por meio da ciência e tecnologia, encontrar soluções para os problemas da saúde da população brasileira", destacou.


 

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