Negócios
Executivos da Cisco e da Mude são detidos em operação da Polícia Federal
Companhias prestam informações para investigação da Polícia Federal sobre esquema de importação fraudulenta.
Por Redação do IDG
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Os principais executivos da Cisco Systems no Brasil e da Mude, distribuidora de produtos de informática, foram detidos para prestar depoimento à Polícia Federal por conta da operação Persona, detonada pela PF para averiguar supostos esquemas de importações fraudulentas.
As informações foram passadas há pouco por fontes ligadas às investigações. A Polícia Federal, em coletiva de imprensa realizada em Brasília, afirmou não poder citar o nome da companhia investigada por "segredo de Justiça".
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Fontes, entretanto, confirmam que os executivos da Cisco e da Mude estão entre os chamados a prestar depoimentos, entre eles Pedro Ripper, presidente da empresa no Brasil. Segundo outra fonte, existe ainda um mandado de segurança no nome de Carlos Carnevali, ex-vice-presidente da companhia na América Latina, um indício que o executivo seria um dos envolvidos na investigação.
De acordo com a PF, 40 pessoas foram presas, mas quatro ainda estão com ordem de prisão. Foram apreendidos na operação 18 veículos, 10 milhões de reais em mercadorias, um jato comercial e 290 mil dólares.
De acordo com a Receita, em notícia veiculada pela Agência Brasil, nos últimos cinco anos, o grupo teria importado, de maneira fraudulenta, aproximadamente 500 milhões de dólares e um volume de 50 toneladas de produtos. O órgão calcula que deixou de arrecadar 1,5 bilhão de reais em impostos.
A PF informou aos jornalistas em Brasília que foi fechado um escritório em Ilhéus (BA) por onde era feito o desembaraço aduaneiro. Basicamente, o esquema consistia em diminuir o preço das mercadorias para pagar menos impostos.
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As investigações duraram dois anos e, segundo nota da Receita, apurou-se que "a organização criminosa praticava condutas de interposição fraudulenta em importações, ocultação de patrimônio, descaminho, sonegação fiscal, falsidade ideológica, uso de documentos falsos, evasão de divisas e corrupção ativa e passiva".
Procurada, a Cisco ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto. Todos os ramais da companhia em São Paulo (SP) dão sinal de ocupado e o celular do presidente está desligado.
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