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Negócios
Justiça determina prisão temporária de executivos da Cisco e da Mude
Pedro Ripper, presidente da Cisco do Brasil, e Marcos Sena, diretor de canais da empresa, tiveram prisão temporária decretada.
Redação do IDG
O juiz federal Alexandre Cassetari, da 4ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal do Estado de São Paulo, determinou o cumprimento de 41 pedidos de prisão temporária de envolvidos na chamada “Operação Persona”, de sonegação fiscal e descaminho, deflagrada nesta terça-feira (16/10) pela Receita Federal, em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.
A ordem judicial, segundo o comunicado transmitido na tarde de hoje, inclui a expedição de 14 mandados de prisão temporária para os representantes legais da empresas Cisco do Brasil e Mude - investigados do primeiro nível da quadrilha apelidados de "Chefes".
De acordo com fontes ligadas às investigações, os executivos Pedro Ripper, presidente da Cisco do Brasil, e Marcos Sena, diretor de canais da Cisco Brasil tiveram prisão temporária decretada hoje. Ripper foi detido em sua residência, no Rio de Janeiro, e tem prisão preventiva decretada até sábado (20/10).
A Justiça Federal também emitiu um mandado de prisão temporária para "o ex-presidente da Cisco Brasil, por indícios de ter ainda grande participação na atividade diária da empresa Cisco e da empresa Mude.
Segundo outra fonte, existe ainda um mandado de segurança no nome de Carlos Carnevalli, ex-vice-presidente da companhia na América Latina, um indício que o executivo também estaria envolvido nas investigações.
Conforme explica o juiz, o grau de participação e poder de comando fizeram com que a polícia dividisse os investigados em grupos para a correta identificação de cada um e de sua atuação. Os primeiros vinte investigados foram postos no primeiro nível e chamados de "Chefes", os investigados do segundo nível foram chamados de "Gerentes" e os do terceiro nível foram chamados de "Colaboradores".
Importação simulada
A Justiça Federal detalha que os pedidos de prisão foram iniciados em 27 de setembro e 3 de outubro para "investigar uma organização criminosa que importa produtos eletrônicos e de telecomunicação de forma simulada, com o fim de ocultar os verdadeiros importadores e exportadores e obter redução de tributos devidos em razão dessas importações. As autoridades policiais pediram, então, prisão temporária de vários dos investigados, buscas e apreensões e seqüestro de bens."
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