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Negócios

IBM x Microsoft: disputa em ambiente colaborativo

Estratégias das empresas do mercado de e-mail e colaboração não favorecem a disparada de um líder e aumentam a concorrência entre as principais fornecedoras do setor.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

17 de outubro de 2007 - 07h10
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Recentemente, grandes corporações desfizeram seus contratos que previam o uso de ferramentas de colaboração da IBM, que pertencem à família Lotus Notes. Entre elas, nada menos do que gigantes como Philips, Procter & Gamble e Marsh. Mas esse movimento está longe de significar que a Big Blue está perdendo feio frente às concorrentes, conforme afirmam os analistas e a empresa. Mas isso também não significa que a concorrência esteja facilitando.

Mostrando seu vigor, na segunda quinzena de agosto a IBM lançou a nova versão do Lotus Notes. Conforme a analista e consultora da Barton Group, Karen Hobert, o Notes 8 não deve roubar participação do mercado de correio eletrônico e colaboração da Microsoft, mas vai trazer mais satisfação aos atuais usuários. “O produto foi menosprezado por algum tempo, mas está em pé de igualdade com outras ofertas do mercado”, avalia a analista.

O gerente geral da área de Lotus da IBM Brasil, Ricardo Rossi, confirma a afirmação de Karen, enumerando os aprimoramentos adicionados. Segundo ele, o sistema está dentro dos padrões da ODF (Open Document Format), salva documentos em PDF, tem um pluggin que promove uma interface entre a agenda e o sistema de mensagens instantâneas (que permite ao sistema mudar automaticamente o status do usuário para ocupado poucos minutos antes de uma reunião, por exemplo).

Por que então a empresa teria perdido os clientes? Rossi afirma que é natural no mundo dos negócios ganhar e perder clientes e que esses casos não podem ser considerados uma referência, já que a empresa conquistou outras contas nos últimos meses. “Só no Brasil, no primeiro semestre de 2007, a divisão cresceu mais de 100% em vendas de novas licenças e, em 2006, cresceu 24,5% em relação a 2005”, ilustra.

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A analista de software para o Forrester, Erica Driver, confirma o dado e diz que no trimestre encerrado em 30 de junho, a companhia registrou no mundo 11 trimestres consecutivos de crescimento do setor de Lotus. “É preciso observar, no entanto, que em alguns desses períodos o crescimento foi bastante pequeno, como 2% no Q4 de 2005 e 0,4% no Q1 de 2006”, alerta Erica.

No entanto, a pesquisa Administração de Recursos de Informática 2007, do professor Fernando S. Meirelles, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra uma queda da participação das ferramentas Lotus no mercado, com o correspondente crescimento da Microsoft (ver quadro). Segundo ele, atualmente a Microsoft possui atualmente 55% do mercado de colaboração, contra apenas 38% da IBM.

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