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CTT vai à Justiça para recuperar equipamentos apreendidos pela Polícia

Companhia afirma que ação da Polícia Federal levou switches e roteadores da Mude que estavam em seus laboratórios, mas também acabou apreendendo equipamentos próprios da CTT Telecom e que ela quer de volta.

Por Por Taís Fuoco, do Computerworld

19 de outubro de 2007 - 17h16
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A CTT Telecon, consultoria que atua na área de educação, contratou um advogado para recuperar equipamentos que a ação da Polícia Federal levou de seus laboratórios na última terça-feira (16/10), dia em que a operação Persona foi detonada para que a Polícia e a Receita Federal investigassem suposto esquema ilegal de importação de equipamentos.

De acordo com João Dalla, gerente de operações da CTT, a companhia foi alvo de um mandado de busca e apreensão para retirada de equipamentos da Mude que estavam em seus laboratórios, já que ambas são parceiras.

"Levaram equipamentos nossos por engano", afirmou Dalla. Segundo ele, inclusive, os itens da própria CTT representam a maior parte - 85% - dos roteadores e switches apreendidos.

Na sua opinião, "foi um processo de apreensão irregular", mas a CTT, no momento da apreensão, ainda não sabia do que se tratava porque as notícias sobre a operação Persona só ganharam o noticiário no final daquele dia, quando ficou confirmado que executivos da Cisco e da Mude haviam sido detidos, assim com equipamentos e dinheiro.

Ele confirmou a informação passada por uma fonte ao COMPUTERWORLD de que a apreensão "lotou elevadores", mas explicou que além de se tratar de um grande volume de equipamentos - cerca de 100 - eles "são de grande porte", de acordo com Dalla.

De acordo com o executivo, como a CTT faz parte de um grupo (a CTT Corp.) com outros laboratórios fora do Brasil, "a operação brasileira não parou" porque a empresa tem usado esses outros centros remotamente.

Dalla também salientou que o correio eletrônico e os telefones da subsidiária brasileira continuam funcionando normalmente, mas a devolução dos equipamentos apreendidos ainda não tem data para acontecer. A Polícia ainda não deu nenhum retorno ao advogado da CTT. "Estamos tranqüilos sobre o nosso trabalho", reiterou o executivo.

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