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Negócios

Canais brasileiros temem atraso na entrega de pedidos da Cisco

Executivos da Cisco fizeram uma conferência telefônica com parceiros locais, que já começam a assistir ao cancelamento de alguns projetos relacionados à fabricante.

Por Redação da Channelworld

19 de outubro de 2007 - 12h50
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Procurados pela redação da ChannelWorld, alguns dos principais canais da Cisco no Brasil consideram que o impacto direto da investigação da Polícia e da Receita Federal - conduzida desde a última terça-feira (16/10) - deve ser o atraso na entrega de pedidos.

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"Se um grande volume de negócios for transferido para a Ingram Micro (outra distribuidora, além da Mude, autorizada a importar produtos da marca), pode ser que as revendas não consigam cumprir os prazos prometidos aos clientes", avalia um parceiro da fabricante que prefere não se identificar.

Segundo esse mesmo canal, algumas empresas já cancelaram pedidos de produtos Cisco. "Especialmente as multinacionais, que estão sujeitas à Sarbanes-Oxley, preferem não realizar qualquer transação com a fabricante até que a situação seja resolvida", detalha o executivo.

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Ainda de acordo com as revendas consultadas pela ChannelWorld, na última quarta-feira (17/10), a Cisco convocou uma conference call com cerca de 40 parceiros brasileiros. Na reunião, comandada por Osvaldo Bianchi, vice-presidente de canais da fabricante para Países Emergentes, a corporação se disse surpresa com a suspeita de importação ilegal de equipamentos para o Brasil e afirmou que está conduzindo uma investigação interna para averiguar qualquer envolvimento de executivos da companhia.

"Eles enfatizaram que a Cisco não faz importação direta de produtos, ao contrário do que tem sido divulgado na imprensa", ressaltou o executivo. A informação também consta de uma nota de esclarecimento divulgada pela Cisco Brasil nesta sexta (19/10).

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