Negócios
Cisco: imagem de executivos pode sofrer mais danos que a da empresa, diz advogada
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
Compartilhe:
Na sua avaliação, "a falta de informações, nesse caso, é mais prejudicial do que a informação negativa". Por isso, ela considera que "quanto mais a empresa demorar para se posicionar, pior para sua imagem".
Para Patricia, em casos como o da operação Persona, "a imagem das pessoas físicas tendem a ficar mais comprometidas que a da própria empresa" porque "ninguém está discutindo a qualidade do produto".
Como a questão envolve possível sonegação de impostos, "trata-se de gestão, de administração da empresa" e, por isso, está mais ligada às pessoas.
Segundo Patricia, o País ainda está "em um processo de amadurecimento dessa questão da transparência" e a concorrência acirrada, aliada às variações cambiais - que têm forte influência no segmento de telecomunicações - "pressionam as companhias por resultados".
Para ela, o que existe hoje "é uma linha tênue entre gestão financeira em busca de resultados imediatos e uma administração que pense mais em longo prazo".
Patricia afirma que "temos de acompanhar e aprender" com o caso Cisco porque "outras empresas de TI podem estar na mesma situação". Por isso, ela acredita que aconteça uma reavaliação em termos de práticas de mercado porque muitas empresas que adotavam práticas que consideravam legais poderão preferir mudá-las para não correr o risco de cometer irregularidades.
Conheça os 100 melhores CIOs do país
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar
A elite do RH de TI e Telecom no Brasil
Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.
Veja o Especial


