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Problemas na cadeia

Por Por Redação ChannelWorld

24 de outubro de 2007 - 03h00
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O otimismo de Silva, contudo, não representa uma unanimidade entre os parceiros da marca. Isso porque, alguns deles apontam que já tiveram pedidos cancelados ou paralisados, por conta do escândalo envolvendo a fabricante norte-americana. “No caso das multinacionais, que estão sujeitas à Sarbanes-Oxley, elas têm preferido não realizar qualquer transação com a Cisco, até que a situação seja resolvida”, detalha um executivo que prefere não se identificar, mas hoje opera como um dos maiores canais da companhia no País.

Detalhes da investigação

“Formação de quadrilha, uso de documentos falsos, descaminho ou sonegação fiscal e corrupção passiva e ativa”. Estes são os principais crimes investigados pela Operação Persona, deflagrada pela Polícia Federal, de acordo com o comunicado oficial emitido pelo Ministério Público.

A ação tornou-se pública em 16/10, quando foram emitidos 44 pedidos de prisão temporária, expedidos pelo juiz Alexandre Cassetari, da 4ª Vara Federal Criminal. Ainda na mesma ocasião, a Polícia Federal realizou busca e apreensão de materiais e documentos que, de alguma forma, pudessem ajudar nas investigações, que apontam fraudes de R$ 1,5 bilhão.

“O procedimento iniciou-se para investigar uma organização criminosa que importa produtos eletrônicos e de telecomunicação de forma simulada, com o fim de ocultar os verdadeiros importadores e exportadores e obter redução de tributos devidos em razão dessas importações”, detalha o comunicado oficial. Entre as possíveis beneficiárias do esquema, o Ministério Público Federal apontou a Cisco System dos Estados Unidos – como exportadora de fato –, além da subsidiária brasileira da empresa, a qual entra no processo como a importadora, com o auxílio direto da distribuidora Mude e de outras empresas, reais e fantasmas, que eram utilizadas como intermediárias para efetividade da simulação.

A operação, segundo a justiça, utilizava documentos falsificados, subfaturamento dos preços das mercadorias e contava com empresas fantasmas ou laranjas com o intuito de simular transações comerciais e ocultar a verdadeira identidade dos importadores e exportadores. O processo cita também a possível corrupção de fiscais da Receita Federal, os quais eram utilizados para facilitar as simulações.

No primeiro momento, a operação prendeu temporariamente (por cinco dias) 44 executivos ligados às empresas supostamente relacionadas ao esquema de importação ilegal. Entre os detidos estavam o presidente da fabricante no Brasil, Pedro Ripper, o ex-presidente da subsidiária e atualmente membro do conselho de desenvolvimento de estratégias para América Latina, Carlos Roberto Carnevali, e o diretor de canais da companhia no País, Marcos Sena. Além deles, a lista inclui os sócios da Mude, Helio Benetti Pedreira e Moacyr Alvaro Sampaio, bem como Fernando Grecco e Marcelo Ikeda, respectivamente, diretor de marketing e diretor financeiro da distribuidora.

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