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Justiça impede liberação do estoque de equipamentos da Mude

Na resposta ao pedido emitido pela Mude, o juíz alega que a apreensão afeta apenas parcialmente as atividades da distribuidora e que os bens podem servir como prova do delito.

Por Por Redação ChannelWorld

25 de outubro de 2007 - 18h45
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Nesta quinta-feira, 25/10, o juiz federal Alexandre Cassetari, da 4ª Vara Federal Criminal indeferiu o pedido de restituição das mercadorias da distribuidora Mude, apreendidas no estoque da empresa pela Polícia Federal, durante a Operação Persona, na qual a justiça investiga um possível esquema de importação ilegal de equipamentos Cisco para o Brasil.

"A Mude alegou que as mercadorias não integram eventual materialidade do delito", detalha o comunicado emitido pela Justiça Federal. Opinião contestada pelo juiz, que afirmou ainda depender de apuração e de levantamento da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. "Assim, por ora, todos os bens apreendidos interessam à investigação criminal, pois podem se caracterizar como prova da materialidade do delito”, concluiu o juiz.

Por outro lado, o comunicado enfatiza que a apreensão dos equipamentos não representou um impedimento às operações da distribuidora. “A empresa não foi lacrada ou fechada e a determinação de busca e apreensão foi clara ao restringir os bens que seriam apreendidos; úteis à investigação", informa o comunicado, que acrescenta: "A empresa pode continuar com suas normais atividades em relação aos seus demais negócios e operações comerciais”.

Dessa forma, toda a distribuição de equipamentos Cisco continua a ser realizada exclusivamente pela Ingram Micro. Enquanto a Mude vai operar com as demais linhas de seu portfólio, que inclui Linksys, Sun, Nokia, Google, Tandberg, Tandberg Data, UTStarcom, AirSpan, Scientific Atlanta, Check Point, McAfee, Symantec, Secure Computing, Websense, Hitachi, Nexsan e Site Blindado.



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