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Justiça determina novas prisões de executivos dentro da operação Persona

Juiz acolhe pedido do Ministério Público e converte prisões temporárias em preventivas. Dois executivos soltos no último sábado voltarão a ser detidos.

Por Redação do COMPUTERWORLD

26 de outubro de 2007 - 16h10
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O juiz Alexandre Cassetari, da 4ª Vara Federal Criminal de São Paulo, decidiu pedir prisão preventiva de nove envolvidos na operação Persona, que investiga suposto esquema fraudulento para importação de equipamentos de redes de telecomunicações.

Além dos seis executivos que permaneciam detidos em prisão temporária desde a semana passada, cujas prisões foram convertidas em preventivas, a Justiça determinou a prisão preventiva de outros três executivos, dois dos quais haviam sido soltos no sábado passado.

De acordo com a Polícia Federal, a operação apura a atuação das empresas Cisco e Mude na montagem de uma cadeia de empresas interpostas nos EUA e no Brasil para a realização de diversas fraudes no comércio exterior. Os envolvidos, segundo a Receita, deixaram de recolher 1,5 bilhão de reais em impostos.

Continuam detidos os executivos José Roberto Pernomian Rodrigues, funcionário da Mude na Flórida (EUA), Paulo Roberto Moreira, despachante aduaneiro, Carlos Roberto Carnevali, vice-presidente da Cisco para América Latina e Caribe, Cid Guardia Filho, controlador das empresas ABC, Brastec, Prime, Tecnosul, Nacional e Livion, assim como Helio Benetti Pedreira e Moacyr Alvaro Sampaio, ambos sócios da Mude. Todos foram transferidos hoje para uma prisão em Guarulhos.

Outros destaques do COMPUTERWORLD:
> Imagem de executivos pode sofrer mais que da empresa, diz especialista
> NET e Claro ainda não detectaram desabastecimento de produtos Cisco
> Liberados da prisão, executivos da Cisco retomam atividades
> CTT Telecon vai à Justiça para recuperar equipamentos apreendidos pela Polícia

A Justiça determinou a prisão de outros três envolvidos: Fernando Machado Grecco, Marcelo Naoki Ikeda, ambos da distribuidora Mude, e Ernani Bertino Maciel, fiscal aposentado da Receita, sob o fundamento de ameaça à ordem econômica e a conveniência da instrução penal, ou seja, soltos, os investigados poderiam influenciar testemunhas e outros investigados.

De acordo com o comunicado distribuído à imprensa,no momento, o Ministério Público "continua trabalhando em contato com todos os demais parceiros da Operação Persona - Polícia Federal e Receita Federal – na análise do material apreendido para que as acusações cabíveis sejam o quanto antes apresentadas à Justiça Federal".

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