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Justiça pede prisão preventiva de nove envolvidos da Cisco e da Mude

Fernando Grecco e Marcelo Ikeda, que estavam soltos, voltaram a fazer parte da lista dos detidos para investigação da Operação Persona.

Por Por Redação ChannelWorld

26 de outubro de 2007 - 16h36
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Nesta sexta-feira, 26/10, o juiz Alexandre Cassetari, da 4ª Vara Federal Criminal de São Paulo, a pedido do Ministério Público Federal, decretou nove prisões preventivas de pessoas investigadas na Operação Persona - na qual a Polícia e Receita Federal, além do Ministério Público, apuram uma possível fraude na importação de equipamentos Cisco.

"O MPF (Ministério Público Federal) pediu à Justiça a conversão das prisões temporárias de seis investigados em prisões preventivas, pedido aceito na íntegra pelo juiz", afirma o comunicado emitido pela assessoria de comunicação da Procuradoria da República do Estado de S. Paulo. Na lista de presos, estão o ex-presidente da Cisco no País, Carlos Roberto Carnevali, os sócios da Mude, Hélio Pedreira e Moacyr Sampaio, além de José Roberto Pernomian Rodrigues (da Mude), Paulo Roberto Moreira (despachante aduaneiro) e Cid Guardia Filho (controlador das empresas ABC, Brastec, Prime, Tecnosul, Nacional e Livion).

Além desses, foram decretadas as prisões preventivas dos diretores da Mude, Fernando Grecco e Marcelo Ikeda, os quais tinham sido soltos no último sábado, após prisão temporária para investigações. "A decisão judicial foi mantida em sigilo até o raiar do dia de hoje (26/10), quando a Polícia Federal providenciou a captura de Grecco e Ikeda", enfatiza o comunicado oficial, no qual afirma também que o fiscal aposentado da Receita Federal, Ernani Maciel, também estava na lista de prisões, mas ele não foi encontrado e continua foragido.

Sobre as prisões de Grecco, Ikeda e Maciel, o comunicado afirma que elas têm caráter preventivo, "...soltos, os investigados poderiam influenciar testemunhas e outros investigados", explica.

Vale lembrar que, até o momento, nenhuma acusão formal foi apresentada para a Justiça Federal e, dessa forma, as prisões têm caráter de investigação.


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