Negócios
PC Legal troca de sócio e projeta faturar R$ 400 mi em 2008
A fabricante, que passou a distribuir seus equipamentos por meio da Network1 no início de outubro, tem planos de abrir capital na Bolsa de Valores de São Paulo em 2009.
Por Denise Sammarone, da ChannelWorld
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A PC Legal do Brasil, fabricante brasileira de PCs e laptops, prepara-se para anunciar um novo investidor em novembro. De acordo com Graciano Santos Neto, presidente da companhia e que detém 50% de participação em seu capital, o futuro acionista, que terá seu nome mantido em sigilo enquanto o acordo está sendo finalizado, advém da área de TI.
A Palmarium, que detinha os outros 50% de participação na PC Legal, deixou a sociedade em uma negociação finalizada em setembro, depois de cerca de um ano de parceria.
Segundo Neto, o grupo, que atua em ramos muito diversificados, como o de comércio eletrônico, de cosméticos e de seguros, já não estava mais alinhado às estratégias da fabricante. “Precisávamos de um parceiro com conhecimento na área de TI”, indica o executivo, sem dar mais detalhes do novo acordo.
No planejamento da PC Legal, que pretende, a partir de 2008, montar e comercializar 50 mil equipamentos, ao mês, entre desktops e laptops, está um faturamento de 400 milhões de reais no próximo ano fiscal. Com isso, revela Neto, a fabricante estará apta a abrir capital na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
De acordo com as projeções do executivo, a empresa deve encerrar este ano com um faturamento de 60 milhões de reais. Ou seja, Neto pretende multiplicar seu faturamento por seis em um prazo curto.
Para tal, indica o presidente, a companhia vem assinando acordos com prefeituras e governos para a venda de equipamentos consignados, além de redes de grandes varejistas e entidades de classe, como a Fiesp, além, da Network1, distribuidora que detém contrato de exclusividade até o final de 2008, a qual deve mobilizar cerca de 7 mil canais voltados ao corporativo.
Na avaliação do presidente da PC Legal, que se espelha e compete no mesmo nicho em que a Positivo, ou seja, de computadores de entrada e de baixo custo, voltados à inclusão digital, há espaço para mais quatro players. “O ingresso na Bolsa é o caminho natural para uma empresa cujo mercado tem projeções exponenciais até 2011”, estima Neto.
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A PC Legal terceiriza a produção com três integradores, sendo a Mazer, em Ilhéus (Bahia), a Ilha Service, em Florianópolis (Santa Catarina), e a FIC, em Santa Rita do Sapucaí (Minas Gerais).
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