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Negócios

Cisco: 'se ocorreram fraudes fiscais, não somos responsáveis'

Em nota à imprensa, companhia que é alvo de investigação por suposto esquema fraudulento de importação de equipamentos, promete manter investimentos no Brasil.

Por Redação do COMPUTERWORLD

29 de outubro de 2007 - 17h10
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A Cisco divulgou uma nota nesta segunda-feira (29/10) para reafirmar seu compromisso com o mercado brasileiro, onde está instalada desde 1994, e para reafirmar a validade do seu modelo de negócios no País e no mundo, amplamente voltado aos canais de distribuição.

A fabricante de equipamentos de rede é alvo de uma investigação detonada pela Receita Federal e a Polícia para apurar a existência de um suposto esquema fraudulento de importação de equipamentos.

De acordo com a Polícia Federal, cerca de 30 companhias estariam envolvidas, em um esquema baseado na criação de empresas "laranjas", que teriam sonegado cerca de 1,5 bilhão de reais em impostos nos últimos cinco anos.

Segundo a nota, "como é comum no mercado de tecnologia, a Cisco emprega globalmente um modelo de canal há muitos anos, contando com a experiência de negócio local para acelerar a adoção de sua tecnologia e de seus serviços e alcançar mais clientes.  Esse é o mesmo modelo que usamos no Brasil e no resto do mundo. Esse modelo não é inadequado", afirma a companhia.

Segundo ela, mais de 80% da receita global de produtos e serviços da Cisco provêm de parcerias com canais de distribuição que atendem os clientes mútuos. No ano fiscal 2006, a receita global da Cisco foi de 35 bilhões de dólares.

Outros destaques do COMPUTERWORLD:
> Imagem de executivos pode sofrer mais que da empresa, diz especialista
> NET e Claro ainda não detectaram desabastecimento de produtos Cisco
> Liberados da prisão, executivos da Cisco retomam atividades
> CTT Telecon vai à Justiça para recuperar equipamentos apreendidos pela Polícia

De acordo com a nota, "tipicamente, os fabricantes fornecem descontos a seus revendedores e oferecem descontos adicionais para ajudá-los em situações especialmente competitivas.  Os descontos fornecidos aos nossos revendedores no Brasil estão em total consonância com os que fornecemos em todo o mundo e não têm nada a ver com impostos alfandegários brasileiros", afirma.

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