Em nota à imprensa, companhia que é alvo de investigação por suposto esquema fraudulento de importação de equipamentos, promete manter investimentos no Brasil.
Por Por Computeworld
29 de outubro de 2007 - 17h48
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A Cisco divulgou uma nota nesta segunda-feira (29/10) para reafirmar seu compromisso com o mercado brasileiro, onde está instalada desde 1994, e para reafirmar a validade do seu modelo de negócios no País e no mundo, amplamente voltado aos canais de distribuição.
De acordo com a Polícia Federal, cerca de 30 companhias estariam envolvidas, em um esquema baseado na criação de empresas "laranjas", que teriam sonegado cerca de R$ 1,5 bilhão em impostos nos últimos cinco anos.
Segundo a nota, "como é comum no mercado de tecnologia, a Cisco emprega globalmente um modelo de canal há muitos anos, contando com a experiência de negócio local para acelerar a adoção de sua tecnologia e de seus serviços e alcançar mais clientes. Esse é o mesmo modelo que usamos no Brasil e no resto do mundo. Esse modelo não é inadequado", afirma a companhia.
Segundo ela, mais de 80% da receita global de produtos e serviços da Cisco provêm de parcerias com canais de distribuição que atendem os clientes mútuos. No ano fiscal 2006, a receita global da Cisco foi de US$ 35 bilhões.
De acordo com a nota, "tipicamente, os fabricantes fornecem descontos a seus revendedores e oferecem descontos adicionais para ajudá-los em situações especialmente competitivas. Os descontos fornecidos aos nossos revendedores no Brasil estão em total consonância com os que fornecemos em todo o mundo e não têm nada a ver com impostos alfandegários brasileiros", afirma.
A companhia ainda ressalta que, "como todas as empresas do mundo, a Cisco realiza um planejamento fiscal adequado que inclui o respeito às leis e práticas tributárias e de importação". Para ela, revendedores e distribuidores devem fazer o mesmo. "Se ocorreram fraudes fiscais nas empresas que distribuem ou revendem nossos produtos, não somos necessariamente responsáveis por essas ações", segundo a nota.
De acordo com a Cisco, embora ela contrate empresas de auditoria qualificadas para auditar esporadicamente os distribuidores, "nenhuma corporação engajada em um modelo de vendas indiretas pode endossar ou controlar diretamente todas as ações de seus distribuidores", ressalta.
A companhia conclui a nota dizendo que o foco no momento "é trabalhar diligentemente para entender melhor os detalhes e fatos da situação no Brasil".
A empresa diz que "está fazendo todo o possível para avaliar a situação e cooperar com as autoridades brasileiras" e também está conduzindo sua própria investigação interna para fornecer as informações mais completas. Enquanto o conjunto completo dos fatos não for conhecido, diz a empresa, "seria inadequado e injusto fazer comentários prematuros sobre a situação".
Opinião do Leitor
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