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Damovo repudia insinuação de suposto esquema ilegal em contrato com a Caixa

Companhia, associado ao caso Cisco em reportagem veiculada no final de semana, afirma não ter ciência dos trâmites que envolvem a importação dos produtos.

Por Por Redação Computerworld

29 de outubro de 2007 - 11h36
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A Damovo do Brasil, integradora que atua nas áreas de telefonia IP, VoIP (voz sobre IP), redes convergentes, serviços gerenciados e mobilidade, divulgou hoje uma nota em que "repudia" matéria veiculada este final de semana pelo jornal Folha de S. Paulo e que a envolve com um suposto esquema ilegal para que a companhia saísse vitoriosa em licitação promovida pela Caixa Econômica Federal (CEF).

Segundo a reportagem, a Damovo teria vencido um dos lotes da licitação da Caixa, que começou no ano passado, mas acabou se concretizando apenas há pouco mais de um mês, graças à inclusão de equipamentos Cisco, que, para isso, teria feito uma doação de 500 mil reais ao Partido dos Trabalhadores (PT), partido do presidente da República.

Segundo a nota da Damovo, a companhia "atua com total independência em relação aos fabricantes dos quais é certificada, independência esta caracterizada, mais ainda, por serem estes fabricantes concorrentes entre si".

A integradora "repudia o teor da matéria, a qual propicia interpretação danosa à imagem da empresa", diz o comunicado. Ela afirma também que "desconhece totalmente hipotéticos episódios, trazidos na reportagem referida, relativos ao ganho indevido de licitação promovida pela Caixa Econômica Federal".

O pregão a que se refere a reportagem, já citado na semana passada, é o de número 157/2006, para a compra de switches e roteadores que equipariam a rede de telecomunicações da Caixa.

De acordo com a Damovo, ela venceu um dos lotes e perdeu os demais três. A empresa "rechaça veementemente qualquer alusão que envolva em suposto esquema ilegal para fechamento de contratos".

Ela também esclarece que "não tem sequer ciência dos trâmites que integram a importação dos produtos entre as empresas investigadas". A integradora ainda acrescenta, no comunicado, que "tem rígido código de ética em seus negócios", mas coloca-se à disposição das autoridades para colaborar no esclarecimento das hipóteses noticiadas na matéria.

Em nota distribuída na semana passada, a Caixa disse que “todos os equipamentos fabricados pela referida empresa foram adquiridos em licitações públicas, onde se assegura integral publicidade e transparência".

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