Negócios
Batalha em software: código aberto versus software comercial
A Microsoft, grande adversária da tecnologia, combate o código aberto ao mesmo em que tenta se adequar a ele.
Por NetworkWorld, EUA
Compartilhe:
O software de código aberto era um quebra-cabeça no início: "como você pode ganhar dinheiro com algo gratuito?". Mas a partir do momento em que o código aberto esclareceu a noção de "aberto", as coisas ficaram mais fáceis. "Livre como liberdade de expressão, não como cerveja grátis". Assim, o conceito de economia se disseminou.
Leia Mais: Conheça as 10 maiores batalhas em tecnologia
Os fornecedores de software tradicionais tentaram defender seus territórios com jogadas de marketing e mesmo ameaças legais. No entanto, simultaneamente, passaram a incorporar o jargão "se você não pode com eles, junte-se a eles".
Mesmo a Microsoft, que faturou bilhões de dólares com a venda de software, conseguiu a aprovação em 12 de outubro da Open Source Iniciative, que disse que os termos da Microsoft Public License e o Microsoft Reciprocal License atendem as definições de código aberto da OSI.
Além disso, o CEO da Microsoft, Steve Ballmer, continua a chacoalhar seu sabre sobre os usuários de Linux da Red Hat, dizendo que esses possuem "obrigações" em pagamento com a empresa.
Craig Mundie, CTO da Microsoft, considera o modelo de código aberto um formato falido, nos rumos da bolha pontocom. "Ele fundamentalmente enfraquece o setor independente de comercialização de software", afirmou o executivo em 2001 sobre a GPL, que determina que qualquer software desenvolvido sobre seus moldes também seja submetido a ela.
"Embora esse tipo de modelo possa ter lugar, não tende a ser bem sucedido em um mercado de massa", declarou na ocasião.
O interessante seria dizer isso a Red Hat, que lucrou 69 milhões de dólares e receitas de 463 milhões de dólares no ano fiscal de 2007. A empresa estruturou seu modelo de negócios com base nos serviços prestados em complemento aos seus softwares gratuitos.
A Sun e a IBM estão entre as "convertidas", que têm embalado o código aberto ao mesmo tempo em que não abandonaram complementa as soluções proprietárias.
E nesse sentido, o código aberto é um uma tendência. Segundo a consultoria Saugatuck Research, cerca de 50% das empresas do mundo pretendem usar Linux para sistemas de missão crítica até 2012, contra apenas 18% em 2007.
Outros destaques do COMPUTERWORLD:
> Guerra por patentes tecnológicas vai ter fim?
> Software e patentes: relação mal resolvida
> Red Hat teve reuniões secretas com a MS sobre patentes
> Para CEO da Xandros, Linux não viola patentes
> Linux não deve à Microsoft, diz Novell
Embora parte do crescimento ainda esteja desorientado, com tantas distribuições Linux por aí, logo muita gente poderá incorporar o modelo. "O código aberto torna disponível gratuitamente muitas ferramentas que milhões de pessoas precisariam comprar para ter direito ao uso. As comunidades de código aberto podem mudar estruturas hierárquicas com um modelo de inovação horizontal", segundo escreve Thomas Friedman, no livro The World is Flat.
Conheça os 100 melhores CIOs do país
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar
A elite do RH de TI e Telecom no Brasil
Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.
Veja o Especial


