Negócios
Batalha no modelo de negócios: SaaS versus aplicações empacotadas
Por enquanto, o resultado do confronto indica o modelo de serviços como o vencedor momentâneo, até mesmo na Microsoft.
Por Networkworld, EUA
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Não existem dúvidas de que o software como serviço está revolucionando o mercado de aplicações de negócios. E enquanto a maioria das pessoas diz que a morte do pacote de software tem sido amplamente exagerada, isso não vai parar alguns proponentes do software como serviço de protestar e dizer que a batalha ainda não está ganha.
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“O software está morto. Morto, morto, morto, morto”, decretou Jonathan Bush, presidente do conselho e CEO da AthenaHealth, há poucos meses. A sua empresa provê serviços baseados em web para consultórios médicos e, como outros fornecedores de software como serviço, vai dizer a você que seu produto é superior à aplicação tradicional porque é mais fácil de usar e freqüentes atualizações e planos mensais de pagamentos forçam os fornecedores a oferecer melhores serviços aos clientes.
Na visão de Bush, o equivalente à web da velha geração de software seria o Yahoo investindo 2 mil dólares em uma cadeira para ter a capacidade de olhar de cima novas direções, em vez de oferecer de forma gratuita ferramentas de mapas online como a empresa faz hoje.
“Existe um reconhecimento do software embutido e ele por si só não é diferencial algum, pois você tem de dar o software e depois tem de vender o trabalho”, garante Bush.
Mas não é difícil encontrar defensores do software como serviço que reconhecem que essa nova tendência não garante a maldição e morte do pacote de aplicações.
"Acredito que o software como serviço e o pacote de aplicações vão por um tempo coexistir e complementar um ao outro, ambos dentro da linha de produto de fornecedores e dentro de empresas", diz Jeffrey Kaplan, que dirige uma empresa de consultoria Thinkstrategies.
Mas também é preciso destacar que a coexistência não é exatamente um estado de harmonia e paz, reconhece Kaplan. “As pessoas tendem a acreditar que a aplicação legada que possuem é mais robusta, com mais características, mais madura, mais poderosa”, garante Kaplan. “Portanto, eles consideram o software como serviço como uma versão mais ‘magra’, própria para amadores”.
Existe uma espécie de guerra dentro dos fornecedores que prega que quem está interessado na oferta de serviços baseados em web está canibalizando as próprias aplicações de software. E existem batalhas dentro de empresas, onde os usuários finais querem as aplicações fáceis de usar da web e os executivos de TI se preocupam sobre a segurança e a confiabilidade, descreve Kaplan.
“Os usuários de negócios obviamente querem obter mais valor das aplicações e são menos rigorosos sobre questões de segurança”, diz. “Enquanto isso, os profissionais de TI são muito apreensivos sobre o software como serviço por causa das questões de segurança, a perda de controle e o que eles percebem ser os custos embutidos”.
Grandes players da indústria como a Microsoft são reconhecidos pelo valor das aplicações baseadas em web, mas obviamente acreditam que os pacotes de software oferecem boas capacidades.
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O CEO da Microsoft, Steve Ballmer, recentemente disse que “a noção disso mostra que o modelo web que começa mais rico é verdadeiro. Em algum ponto, você vai pensar que está baixando um completo sistema de operações. Mas se você quer todas as capacidades do Windows e do Mac, você precisa ter um Windows e um Mac. Não se iluda. Não existe almoço grátis”.
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