Negócios
Situação de Carnevali é embaraçosa para a Cisco, admite vice-presidente
Mesmo que ele seja liberado da prisão, companhia ainda vai levar um tempo para apurar se ele fez ou não algo de errado, segundo executivo mundial que está no Brasil.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
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A situação de Carlos Carnevali, que trouxe a Cisco para o Brasil em 1994 e até pouco tempo ocupava a vice-presidência da companhia para a América Latina e Caribe, "é algo embaraçoso para a companhia", afirmou hoje (01/11) Howard Charney, vice-presidente sênior da Cisco que está no Brasil esta semana.
Carnevali foi detido pela Polícia Federal após a deflagração da Operação Persona pela Polícia Federal e a Receita no dia 16 de outubro. Na semana passada, ele teve sua prisão alterada de temporária para preventiva e foi transferido da sede da Polícia Federal em São Paulo para uma casa de detenção em Guarulhos (SP).
Ele foi o único funcionário da Cisco que teve a prisão renovada e, segundo a Polícia, está diretamente envolvido com o suposto esquema fraudulento de importação de equipamentos que também envolve a distribuidora Mude.
Segundo Charney, ele não conversou nenhuma vez até agora com Carnevali porque os advogados recomendam que os contatos sejam intermediados, e não diretos. "É uma situação delicada para ele e para nós", afirmou.
De acordo com o executivo, mesmo que ele [Carnevali] seja liberado, vamos ter de entender o que aconteceu e, até lá, ele será colocado em licença remunerada", explicou.
Oficialmente, o executivo brasileiro permanece nos quadros de funcionários da Cisco, disse Charney, "porque a companhia respeita as leis" e nada ficou provado até agora no processo. de qualquer forma, ele afirmou que "não se sabe se as alegações contra Carnevali são verdadeiras, mas são muito graves".
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Mesmo assim, na avaliação de Charley, "Carnevali é um executivo muito habilidoso, que trabalha na companhia há 15 anos".
Por isso, inclusive, ele foi deslocado em junho da função de vice-presidente para América Latina - posto que passou a ser ocupado por Jaime Valdes - para ser uma espécie de conselheiro. "A idéia era usar essa experiência", explicou.
Alguém acredita que não sabiam?
É ridículo agora virem falar que é "embaraçoso" para eles, como se não soubessem de nada que um executivo com mais de 15 anos de empresa fazia. Acham que somos bobos em acreditar nestes "discursos prontos"? A Cisco decepciona ao não assumir seus próprios erros.
Esperemos que o FBI americano consiga as provas do envolvimento do Cisco dos EUA para não ficar aquela velha imagem que só Brasileiro que é trambiqueiro.
Zozimo - 02 Nov 2007, 19h57
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