Negócios
Cisco Brasil admite arranhões na imagem, mas não espera impacto nos negócios
Vice-presidente da companhia afirma que o foco agora é acalmar os clientes e que as irregularidades, se aconteceram, ficaram restritas a um grupo pequeno de pessoas.
Por Por Taís Fuoco, do Computerworld
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A Cisco Systems admite que sua imagem deve sofrer "alguns arranhões" após ser deflagrada a Operação Persona, de iniciativa da Polícia Federal e da Receita, para apurar suposto esquema fraudulento de importação de equipamentos, onde ela e a distribuidora Mude são as principais investigadas.
A companhia americana, entretanto, não espera um impacto negativo nos negócios deste ano, ainda que reconheça que pode haver um ou outro atraso na entrega de equipamentos, algo que ela tenta resolver neste momento.
A missão de acalmar os clientes e atender à imprensa coube a Howard Charney, vice-presidente sênior da corporação que está no Brasil esta semana pela segunda vez desde que o episódio veio a público, em 16 de outubro.
"Sim, a imagem foi afetada. Não se pode publicar notícias sobre fraudes envolvendo a Cisco sem que isso afete a imagem da empresa. A marca Cisco foi afetada, mas não é nada que não possa ser reparado", afirmou o executivo, em entrevista ao Computerworld.
Segundo ele, a companhia vai empenhar todos os esforços para recuperar uma boa imagem, já que, segundo ele, se houve alguma irregularidade, ela envolveu a distribuição de produtos e "um grupo muito pequeno de pessoas".
Depois "disso", como ele se referiu ao episódio que envolveu invasão dos escritórios da companhia e prisão de executivos, "a empresa tem de se concentrar nos clientes", afirmou. "Se algumas pessoas fizeram coisas inapropriadas aos olhos do governo, não podemos culpar os clientes", disse Charney.
De acordo com o executivo, os planos para que a empresa comunique sua posição ao mercado e garanta a recuperação da imagem estão sendo formulados neste momento. Segundo ele, "magoa" ouvir clientes dizer que não comprarão mais produtos Cisco depois do episódio.
Charney garantiu, entretanto, que a companhia não pretende sair do Brasil e que "continuará tão dedficada quanto era antes de 16 de outubro", afirmou.
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